PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Criança de 4 anos foi ferroada por formigas nas pernas e pés. Após alguns minutos iniciou com urticária generalizada, tosse, rouquidão e desconforto respiratório. Previamente já tinha sido ferroada por formigas, sem reação alguma. Assinale a conduta terapêutica mais indicada para este caso.
Anafilaxia (urticária + sintomas respiratórios/cardiovasculares) → Adrenalina IM é a conduta de primeira linha e salvadora.
A criança apresenta sinais clássicos de anafilaxia, uma reação alérgica grave e potencialmente fatal, caracterizada por envolvimento de dois ou mais sistemas (pele, respiratório, cardiovascular, gastrointestinal). A presença de urticária generalizada, tosse, rouquidão e desconforto respiratório indica uma reação sistêmica grave. A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira linha e salvador, devendo ser administrada imediatamente.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, que pode ocorrer após exposição a alérgenos como picadas de insetos, alimentos ou medicamentos. É caracterizada pelo envolvimento de múltiplos sistemas orgânicos, como pele (urticária, angioedema), respiratório (dispneia, broncoespasmo, rouquidão), cardiovascular (hipotensão, taquicardia) e gastrointestinal (vômitos, dor abdominal). O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é crucial, pois a progressão pode ser rápida. No caso da criança com urticária generalizada, tosse, rouquidão e desconforto respiratório após picadas de formiga, o diagnóstico de anafilaxia é claro. A história de uma reação prévia sem sintomas não exclui anafilaxia, pois a sensibilização pode ocorrer em exposições subsequentes. A conduta terapêutica mais indicada e salvadora é a administração imediata de adrenalina por via intramuscular (IM), preferencialmente na face anterolateral da coxa. A adrenalina atua rapidamente revertendo a broncoconstrição, a vasodilatação e o edema, além de estabilizar os mastócitos. Anti-histamínicos e corticoides são adjuvantes úteis, mas não substituem a adrenalina e não devem atrasar sua administração. O paciente deve ser monitorado e, se necessário, receber oxigênio, fluidos intravenosos e broncodilatadores.
A anafilaxia é diagnosticada pela presença de envolvimento agudo da pele/mucosas (urticária, angioedema) e/ou sintomas respiratórios (dispneia, broncoespasmo) e/ou hipotensão/sintomas de disfunção orgânica (choque), após exposição a um alérgeno conhecido ou provável.
A adrenalina é o tratamento de primeira linha porque atua rapidamente como vasoconstritor (efeito alfa-adrenérgico), aumentando a pressão arterial e reduzindo o edema, e como broncodilatador (efeito beta-adrenérgico), aliviando o broncoespasmo, além de inibir a liberação de mediadores inflamatórios.
A dose recomendada de adrenalina para anafilaxia em crianças é de 0,01 mg/kg (máximo de 0,5 mg) da solução 1:1000, administrada por via intramuscular na face anterolateral da coxa. Pode ser repetida a cada 5-15 minutos se necessário.
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