CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017
Criança de dez anos, acuidade visual OD 0,1 e OE 1,0, apresenta endotropia do OD de 40Δ e variação em “A” de 15Δ. Qual é a melhor conduta cirúrgica?
Padrão em A → Mover Reto Medial para o ÁPICE (Cima) e Reto Lateral para a BASE (Baixo).
No padrão em 'A', a divergência aumenta no olhar para baixo. Para corrigir usando músculos horizontais, movemos o RM para cima (onde a ação de adução é menos necessária) e o RL para baixo.
O manejo das variações verticais nos estrabismos horizontais (padrões em A e V) exige compreensão da mecânica muscular ocular. Quando não há hiperfunção clara dos músculos oblíquos, a transposição vertical das inserções dos músculos retos horizontais é a técnica de escolha. No padrão em A, a fenda palpebral assemelha-se à letra, sendo mais 'fechada' em cima. Ao mover o Reto Medial superiormente, reduz-se seu braço de alavanca para adução no olhar para cima, equilibrando o desvio. O oposto aplica-se ao Reto Lateral, que deve ser movido para a base (baixo) para reduzir sua abdução no olhar inferior.
É uma variação na magnitude do desvio horizontal entre o olhar para cima e para baixo, onde a exotropia aumenta (ou a endotropia diminui) no olhar para baixo, com uma diferença de pelo menos 10 dioptrias prismáticas.
A regra mnemônica é: Retos Mediais para o Ápice e Retos Laterais para a Base do padrão (A ou V). No padrão A, o ápice é para cima; no padrão V, o ápice é para baixo.
O enfraquecimento dos oblíquos superiores é indicado no padrão em A quando há hiperfunção comprovada desses músculos, o que contribui para a divergência no olhar para baixo.
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