Dengue Grave em Crianças: Sinais de Alarme e Manejo

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Criança de 8 anos é levada ao consultório de seu pediatra apresentando há 5 dias quadro de febre, mialgia, exantema e dor abdominal. Ao exame, nota-se temperatura axilar de 38,7º, sangramento gengival discreto, petéquias pelo tronco, abdômen difusamente doloroso e fígado palpável 2,5 cm abaixo do rebordo costal direito. O diagnóstico mais provável e a conduta correta é:

Alternativas

  1. A) Meningite. Internação hospitalar, punção liquórica e início de antibioticoterapia.
  2. B) Sarampo. Hidratação venosa, sintomáticos e retorno em 24 horas.
  3. C) Zika. Hidratação oral e sintomáticos.
  4. D) Dengue. Internação hospitalar, hidratação venosa e exames laboratoriais.
  5. E) Chikungunya. Hidratação oral e AINE.

Pérola Clínica

Criança com febre, exantema, dor abdominal intensa, sangramento e hepatomegalia → Dengue com sinais de alarme → Internação e hidratação IV urgente.

Resumo-Chave

O quadro clínico da criança, com febre, exantema, dor abdominal intensa e contínua, sangramento (gengival, petéquias) e hepatomegalia, é altamente sugestivo de dengue com sinais de alarme. Nesses casos, a conduta é internação hospitalar para monitoramento rigoroso, hidratação venosa e exames laboratoriais para prevenir o choque.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Em crianças, a apresentação clínica pode variar de formas assintomáticas a quadros graves com risco de morte. A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações, como o choque por dengue. O quadro descrito na criança de 8 anos, com febre, mialgia, exantema, dor abdominal, sangramento gengival discreto, petéquias e hepatomegalia, configura um caso de dengue com sinais de alarme. A dor abdominal intensa e contínua, sangramentos espontâneos e hepatomegalia são indicadores de extravasamento plasmático e/ou disfunção orgânica, que precedem o choque. A fisiopatologia envolve o aumento da permeabilidade vascular e, em casos graves, disfunção de órgãos como o fígado. A conduta correta para casos de dengue com sinais de alarme é a internação hospitalar para monitoramento contínuo e início de hidratação venosa com cristaloides. A reposição volêmica é a medida mais importante para prevenir a progressão para o choque. Exames laboratoriais como hemograma (para avaliar hematócrito e plaquetas) e provas de função hepática são essenciais para guiar o manejo. O tratamento é de suporte, e o acompanhamento rigoroso é fundamental até a fase de recuperação, com atenção especial à fase crítica de extravasamento plasmático.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alarme da dengue em crianças?

Os sinais de alarme da dengue em crianças incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos de mucosas (gengival, nasal), hepatomegalia, letargia/irritabilidade, hipotensão postural e derrames cavitários.

Qual a conduta inicial para uma criança com dengue e sinais de alarme?

A conduta inicial para uma criança com dengue e sinais de alarme é a internação hospitalar imediata, início de hidratação venosa com cristaloides (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) e monitoramento rigoroso dos sinais vitais, débito urinário e parâmetros laboratoriais como hematócrito e plaquetas.

Como diferenciar a dengue de outras arboviroses como Zika e Chikungunya em crianças?

Embora as três possam causar febre e exantema, a dengue é mais associada a sangramentos, dor abdominal intensa e choque. Chikungunya causa artralgia intensa e prolongada. Zika é frequentemente assintomática ou com sintomas leves, e associada a microcefalia congênita. A confirmação é laboratorial.

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