Raquitismo: Diagnóstico Clínico e Alterações Radiológicas

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013

Enunciado

Criança com três anos de idade, nascida a termo, não acompanhada regularmente na Puericultura, foi levada pela mãe para uma consulta na Unidade Básica de Saúde após sofrer fratura no antebraço direito há dois meses. Após avaliação médica foi observado: baixa estatura para a idade, escoliose, desproporção da relação segmento superior e inferior, hipotonia muscular e hérnia umbilical pequena. O médico solicitou radiografia de mão e punho e de membros inferiores, mostradas abaixo: O diagnóstico e a alteração radiológica que o confirma são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Osteopenia e perda da densidade óssea.
  2. B) Hipotireoidismo e atraso da idade óssea.
  3. C) Deficiência de fósforo e osteomalácia.
  4. D) Displasia óssea e displasia metafisária.
  5. E) Raquitismo e alargamento das epífises.

Pérola Clínica

Alargamento de epífises + metáfises em 'taça' + atraso de crescimento → Raquitismo.

Resumo-Chave

O raquitismo é a falha na mineralização da placa de crescimento (fise). Radiologicamente, manifesta-se por alargamento, irregularidade e concavidade (taqueamento) das metáfises.

Contexto Educacional

O raquitismo é uma doença da infância caracterizada pela deficiência de mineralização do osso em crescimento. A causa mais comum é a deficiência de vitamina D (raquitismo carencial), seja por baixa exposição solar ou ingestão inadequada. A fisiopatologia envolve a redução da absorção intestinal de cálcio, levando ao hiperparatireoidismo secundário e perda renal de fósforo. O diagnóstico é clínico-radiológico, apoiado por exames laboratoriais que mostram tipicamente fosfatase alcalina elevada, cálcio normal ou baixo e fósforo baixo. O tratamento precoce com vitamina D e cálcio é essencial para prevenir deformidades permanentes e garantir o crescimento linear adequado da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais radiológicos do raquitismo?

Os sinais clássicos incluem o alargamento da linha fisária (devido ao acúmulo de cartilagem não mineralizada), o 'taqueamento' ou concavidade das metáfises (metáfises em taça), a irregularidade (franjamento) da zona de calcificação provisória e o aumento da distância entre a epífise e a metáfise. Em ossos longos, observa-se também o arqueamento das diáfises devido à maleabilidade óssea.

Como diferenciar raquitismo de osteomalácia?

O raquitismo ocorre especificamente na placa de crescimento (fise) de crianças e adolescentes que ainda não fecharam as epífises, resultando em deformidades de crescimento. A osteomalácia refere-se à falha de mineralização da matriz orgânica do osso maduro (lamelar), ocorrendo tanto em crianças quanto em adultos, manifestando-se por dor óssea e risco de fraturas, mas sem as alterações de placa de crescimento.

Quais as manifestações clínicas extraesqueléticas do raquitismo?

Além das deformidades ósseas (genu varo/valgo, rosário raquítico, sulco de Harrison), o paciente pode apresentar hipotonia muscular marcante, atraso no desenvolvimento motor, irritabilidade, maior susceptibilidade a infecções respiratórias e, em casos graves de hipocalcemia, convulsões ou tetania.

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