Impetigo em Crianças: Diagnóstico e Tratamento Eficaz

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022

Enunciado

Criança de 4 anos apresentando há cerca de 5 dias lesões na pele, inicialmente pustulosa, com base eritematosa, evoluindo para rompimento e formação de crostas aderentes e amareladas. Essas lesões pioraram progressivamente ao longo dos dias, atingindo tronco, ao redor no nariz e boca, e nádegas. As lesões crescem centrifugamente e muitas se coalescem. No último dia, a criança evoluiu com febre. Não fez uso de medicação. Sem comorbidades prévias. Má alimentação. Qual melhor tratamento?

Alternativas

  1. A) Tratamento tópico com neomicina por 7 dias.
  2. B) Tratamento oral com rifampicina por 7 dias.
  3. C) Tratamento oral com cefalexina por 7 dias.
  4. D) Tratamento tópico com sabonete antisséptico até remissão.

Pérola Clínica

Impetigo disseminado/febre → tratamento oral com cefalexina por 7 dias.

Resumo-Chave

O quadro clínico de lesões pustulosas evoluindo para crostas amareladas, disseminadas e com febre, é altamente sugestivo de impetigo. Em casos de lesões extensas, múltiplas localizações ou presença de sintomas sistêmicos como febre, o tratamento sistêmico com antibióticos como a cefalexina é a escolha preferencial para erradicar a infecção e prevenir complicações.

Contexto Educacional

O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, altamente contagiosa, comum em crianças. É tipicamente causado por Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes. A apresentação clássica, como descrita na questão, com lesões pustulosas que evoluem para crostas aderentes e amareladas (melicéricas), atingindo múltiplas áreas do corpo e associada à febre, sugere um quadro mais extenso e sistêmico. Existem duas formas principais de impetigo: o não bolhoso (crostoso), mais comum, e o bolhoso. O impetigo crostoso geralmente começa como pequenas máculas ou pápulas que rapidamente se transformam em vesículas e pústulas, que se rompem e formam as crostas características. A disseminação centrífuga e a coalescência das lesões são achados comuns. A presença de febre indica uma infecção mais significativa que requer atenção. O tratamento do impetigo depende da extensão e da gravidade das lesões. Para lesões localizadas e sem sinais sistêmicos, o tratamento tópico com antibióticos como mupirocina ou ácido fusídico pode ser suficiente. No entanto, em casos de lesões extensas, múltiplas localizações, rápida progressão, presença de febre ou linfadenopatia, a antibioticoterapia sistêmica é indicada. A cefalexina, uma cefalosporina de primeira geração, é uma excelente escolha devido à sua eficácia contra S. aureus e S. pyogenes e seu bom perfil de segurança em crianças, geralmente administrada por 7 dias. O tratamento adequado é crucial para prevenir complicações como a glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas típicas do impetigo crostoso?

O impetigo crostoso (não bolhoso) é caracterizado por lesões maculopapulares que evoluem para vesículas e pústulas, que se rompem e formam crostas melicéricas (amareladas, cor de mel), frequentemente ao redor do nariz e boca.

Quando o tratamento tópico é suficiente para o impetigo?

O tratamento tópico com antibióticos como mupirocina ou ácido fusídico é geralmente suficiente para impetigo localizado, com poucas lesões e sem sinais de infecção sistêmica.

Por que a cefalexina é uma boa escolha para o tratamento oral do impetigo?

A cefalexina é uma cefalosporina de primeira geração eficaz contra os principais agentes etiológicos do impetigo, Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes, sendo bem tolerada e com boa penetração na pele.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo