INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
No acompanhamento do crescimento intrauterino restrito placentário precoce, realizou-se um Doppler de artéria umbilical com 23 semanas. Pode-se afirmar, correlacionando o resultado encontrado no exame e a conduta futura, que:
CIUR precoce + Diástole reduzida AU → Doppler em 2 semanas, parto 37 semanas.
No CIUR placentário precoce, a diástole reduzida na artéria umbilical indica comprometimento placentário moderado. A conduta é vigilância mais frequente com Doppler e antecipação do parto para 37 semanas, caso não haja piora.
O Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR) placentário precoce é uma condição séria que exige vigilância intensiva e manejo adequado para otimizar os resultados perinatais. A avaliação por Doppler da artéria umbilical é uma ferramenta essencial nesse acompanhamento, pois reflete a resistência vascular placentária e, consequentemente, o grau de insuficiência placentária. A diástole reduzida na artéria umbilical indica um aumento da resistência, mas ainda permite um tempo para vigilância antes de uma intervenção mais agressiva. A conduta no CIUR é escalonada de acordo com os achados do Doppler e a idade gestacional. Com diástole reduzida, a repetição do Doppler em 2 semanas é apropriada para monitorar a progressão da doença, e o parto é geralmente programado para 37 semanas, desde que não haja piora dos parâmetros. Em contraste, a diástole zero ou reversa indica um comprometimento mais grave, exigindo vigilância mais frequente (semanal ou até diária) e antecipação do parto para idades gestacionais menores, muitas vezes com a necessidade de avaliação de outros vasos como o ducto venoso. Para residentes, é fundamental dominar a interpretação dos fluxos Doppler e as condutas associadas a cada achado. A decisão sobre o momento do parto é crítica e deve equilibrar os riscos da prematuridade com os riscos da manutenção da gestação em um ambiente intrauterino comprometido. O conhecimento detalhado desses protocolos é frequentemente cobrado em provas de residência e é vital para a prática clínica obstétrica.
Os estágios progridem de Doppler normal, para diástole reduzida, diástole zero e, por fim, diástole reversa, indicando piora progressiva da insuficiência placentária.
A diástole reversa indica resistência vascular placentária tão elevada que há fluxo sanguíneo retrógrado durante a diástole, associada a alto risco de óbito fetal e necessidade de interrupção imediata.
O Doppler de ducto venoso é um marcador de sofrimento fetal mais avançado, utilizado quando há diástole zero ou reversa na artéria umbilical, indicando centralização e risco iminente de descompensação fetal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo