CIUR Precoce: Conduta com Doppler de Artéria Umbilical

INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021

Enunciado

No acompanhamento do crescimento intrauterino restrito placentário precoce, realizou-se um Doppler de artéria umbilical com 23 semanas. Pode-se afirmar, correlacionando o resultado encontrado no exame e a conduta futura, que:

Alternativas

  1. A) com diástole zero, repetir em 2 semanas e parto entre 30-32 semanas
  2. B) com Doppler normal, repetir a cada 15 dias e parto com 38 semanas
  3. C) com diástole reduzida, repetir o Doppler em 2 semanas e parto com 37 semanas
  4. D) com diástole reversa, realizar Doppler de ducto venoso e parto em 24 horas

Pérola Clínica

CIUR precoce + Diástole reduzida AU → Doppler em 2 semanas, parto 37 semanas.

Resumo-Chave

No CIUR placentário precoce, a diástole reduzida na artéria umbilical indica comprometimento placentário moderado. A conduta é vigilância mais frequente com Doppler e antecipação do parto para 37 semanas, caso não haja piora.

Contexto Educacional

O Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR) placentário precoce é uma condição séria que exige vigilância intensiva e manejo adequado para otimizar os resultados perinatais. A avaliação por Doppler da artéria umbilical é uma ferramenta essencial nesse acompanhamento, pois reflete a resistência vascular placentária e, consequentemente, o grau de insuficiência placentária. A diástole reduzida na artéria umbilical indica um aumento da resistência, mas ainda permite um tempo para vigilância antes de uma intervenção mais agressiva. A conduta no CIUR é escalonada de acordo com os achados do Doppler e a idade gestacional. Com diástole reduzida, a repetição do Doppler em 2 semanas é apropriada para monitorar a progressão da doença, e o parto é geralmente programado para 37 semanas, desde que não haja piora dos parâmetros. Em contraste, a diástole zero ou reversa indica um comprometimento mais grave, exigindo vigilância mais frequente (semanal ou até diária) e antecipação do parto para idades gestacionais menores, muitas vezes com a necessidade de avaliação de outros vasos como o ducto venoso. Para residentes, é fundamental dominar a interpretação dos fluxos Doppler e as condutas associadas a cada achado. A decisão sobre o momento do parto é crítica e deve equilibrar os riscos da prematuridade com os riscos da manutenção da gestação em um ambiente intrauterino comprometido. O conhecimento detalhado desses protocolos é frequentemente cobrado em provas de residência e é vital para a prática clínica obstétrica.

Perguntas Frequentes

Quais são os estágios de comprometimento da artéria umbilical no CIUR?

Os estágios progridem de Doppler normal, para diástole reduzida, diástole zero e, por fim, diástole reversa, indicando piora progressiva da insuficiência placentária.

Por que a diástole reversa na artéria umbilical é um sinal de gravidade?

A diástole reversa indica resistência vascular placentária tão elevada que há fluxo sanguíneo retrógrado durante a diástole, associada a alto risco de óbito fetal e necessidade de interrupção imediata.

Qual o papel do Doppler de ducto venoso no CIUR?

O Doppler de ducto venoso é um marcador de sofrimento fetal mais avançado, utilizado quando há diástole zero ou reversa na artéria umbilical, indicando centralização e risco iminente de descompensação fetal.

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