Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021
Sobre o Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR), analise os itens para assinalar a alternativa verdadeira. I. Na suspeita de CIUR, uma dopplerfluxometria fetal deve ser realizada, tanto para auxiliar no diagnóstico diferencial de fetos constitucionalmente pequenos daqueles com CIUR patológico, quanto para seguimento. lI. Intervenções baseadas na avaliação com dopplerfluxometria dos vasos fetais não contribuem para a redução da mortalidade fetal. IlI. Na ausência de fatores de risco, líquido amniótico de volume normal, índices dopplerfluxométricos normais e outros testes biofísicos normais, pode tratar-se de feto constitucionalmente pequeno. Neste caso, a avaliação seriada do crescimento fetal através de biometria com intervalo de duas semanas deve ser realizada para confirmação diagnóstica. IV. Tabagismo, infecções fetais e anemia materna, não são fatores de risco ou causas de Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR). Estão corretos os itens:
CIUR: Dopplerfluxometria essencial para diagnóstico diferencial e seguimento; feto pequeno constitucional = ausência de fatores de risco + exames normais.
A diferenciação entre feto constitucionalmente pequeno e CIUR patológico é crucial para o manejo. A dopplerfluxometria fetal é uma ferramenta diagnóstica e de seguimento fundamental, enquanto a biometria seriada confirma o padrão de crescimento.
O Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR) é definido como a incapacidade do feto de atingir seu potencial genético de crescimento, resultando em um peso estimado abaixo do 10º percentil para a idade gestacional. É uma condição que afeta cerca de 5-10% das gestações e está associada a um aumento significativo da morbimortalidade perinatal. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para otimizar os resultados. A etiologia do CIUR é multifatorial, incluindo causas maternas (hipertensão, diabetes, doenças autoimunes, tabagismo, desnutrição), placentárias (insuficiência placentária, infartos) e fetais (anomalias cromossômicas, infecções congênitas). O diagnóstico é feito principalmente pela ultrassonografia, que avalia a biometria fetal. No entanto, a diferenciação entre um feto constitucionalmente pequeno (PIG) e um CIUR patológico é um desafio. A dopplerfluxometria fetal é uma ferramenta indispensável nesse processo, pois avalia a hemodinâmica fetal e placentária. Alterações nos índices de pulsatilidade da artéria umbilical, cerebral média e ducto venoso indicam comprometimento fetal e guência a conduta, incluindo a antecipação do parto quando necessário. O seguimento com biometria seriada a cada 2-3 semanas é fundamental para monitorar o padrão de crescimento e o bem-estar fetal.
A dopplerfluxometria avalia a resistência vascular placentária e o fluxo sanguíneo fetal, auxiliando na diferenciação entre CIUR patológico e feto pequeno constitucional, além de monitorar o bem-estar fetal e guiar o momento do parto.
Um feto constitucionalmente pequeno geralmente não apresenta fatores de risco, tem dopplerfluxometria normal, volume de líquido amniótico normal e outros testes biofísicos normais, enquanto o CIUR patológico frequentemente tem alterações nesses parâmetros.
Fatores de risco incluem tabagismo, hipertensão materna, diabetes, doenças renais, infecções congênitas (TORCH), anomalias cromossômicas, uso de drogas e anemia materna, que afetam o suprimento de nutrientes ao feto.
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