SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2023
O crescimento intrauterino restrito define o feto que não consegue atingir o seu potencial genético de crescimento. O Doppler é o método de eleição para avaliar a vitabilidade fetal nesses casos. São sinais de comprometimento fetal no Doppler, EXCETO:
CIUR grave → Doppler fetal com diástole zero/reversa umbilical, centralização, onda A reversa ducto venoso.
No Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR), o Doppler fetal é crucial para avaliar o bem-estar e o grau de comprometimento fetal. Sinais como diástole zero ou reversa na artéria umbilical, centralização fetal e onda A reversa no ducto venoso indicam hipóxia e acidose, refletindo um comprometimento grave.
O Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR) é uma condição na qual o feto não atinge seu potencial genético de crescimento, geralmente devido a uma insuficiência placentária. O diagnóstico e o manejo do CIUR são cruciais para reduzir a morbimortalidade perinatal. O Doppler fetal é a ferramenta de eleição para avaliar a vitalidade fetal e o grau de comprometimento, permitindo a tomada de decisões sobre o momento do parto. A avaliação Doppler no CIUR foca em diversos vasos. A artéria umbilical reflete a resistência placentária; diástole zero ou reversa indica aumento significativo da resistência e comprometimento grave. A artéria cerebral média avalia a centralização fetal, um mecanismo de defesa onde o feto prioriza o fluxo sanguíneo para o cérebro em detrimento de outros órgãos. A relação umbílico-cerebral é um índice importante que reflete essa centralização. O ducto venoso é um marcador de comprometimento fetal mais avançado, com a onda A reversa indicando disfunção cardíaca e acidose grave. Por outro lado, a incisura bilateral das artérias uterinas é um achado precoce que indica má placentação e risco aumentado para o desenvolvimento de CIUR e pré-eclâmpsia, mas não um sinal direto de sofrimento fetal agudo. A interpretação conjunta desses parâmetros Doppler é essencial para o manejo adequado do CIUR.
Sinais de comprometimento grave incluem diástole zero ou reversa na artéria umbilical, centralização fetal (aumento do índice de pulsatilidade da artéria cerebral média e diminuição na umbilical) e onda A reversa no ducto venoso, indicando hipóxia e acidose fetal.
A centralização fetal é um mecanismo de adaptação à hipóxia, onde o feto redistribui o fluxo sanguíneo para órgãos vitais (cérebro, coração, adrenais) e diminui para outros (pulmões, rins, intestino). No Doppler, manifesta-se por aumento do fluxo na artéria cerebral média.
A incisura bilateral das artérias uterinas reflete uma má adaptação da circulação uteroplacentária materna, indicando risco aumentado para o desenvolvimento de CIUR ou pré-eclâmpsia. Contudo, não é um sinal de sofrimento fetal agudo, mas sim um marcador de risco para o desenvolvimento da patologia.
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