HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020
Em relação ao crescimento intrauterino restrito (CIUR), afirma-se: I. Há associação entre o CIUR e fatores de riscos cardiovasculares na vida adulta, como hipertensão arterial, dislipidemia e resistência à insulina. II. As principais causas do CIUR assimétrico são genéticas, infecções congênitas e uso de drogas, e a principal causa do tipo simétrico é a insuficiência placentária. III. Devido à placentação inadequada, eleva-se a resistência de perfusão e, consequentemente, o fluxo diastólico diminui à dopplervelocimetria das artérias umbilicais e precocemente ocorre alteração do ducto venoso fetal. Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
CIUR → ↑ risco cardiovascular (HAS, dislipidemia, resistência à insulina) na vida adulta.
O CIUR está associado a um risco aumentado de doenças cardiovasculares e metabólicas na vida adulta, como hipertensão, dislipidemia e resistência à insulina, devido à programação fetal adversa. A afirmação II está incorreta porque as causas do CIUR simétrico são mais frequentemente genéticas ou infecções, enquanto o assimétrico é mais ligado à insuficiência placentária. A afirmação III está incorreta porque a alteração do ducto venoso é um sinal tardio de comprometimento fetal.
O Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR) é definido como a falha do feto em atingir seu potencial genético de crescimento, resultando em um peso estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. É uma condição complexa com implicações significativas para a saúde fetal e neonatal, e também para a saúde a longo prazo do indivíduo. A afirmação I está correta, pois o CIUR é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e metabólicas na vida adulta, como hipertensão arterial, dislipidemia e resistência à insulina, um conceito conhecido como "programação fetal". Existem dois tipos principais de CIUR: o simétrico e o assimétrico. O CIUR simétrico, que afeta todas as medidas fetais proporcionalmente, é geralmente de início precoce e associado a causas intrínsecas como anomalias genéticas, infecções congênitas ou exposição a teratógenos. O CIUR assimétrico, onde o feto tem um crescimento desproporcional (cabeça preservada e abdome menor), é mais comum no final da gestação e está frequentemente relacionado à insuficiência placentária. Portanto, a afirmação II está incorreta ao inverter as principais causas dos tipos simétrico e assimétrico. A dopplervelocimetria é uma ferramenta essencial no monitoramento do CIUR. Na insuficiência placentária, há um aumento da resistência de perfusão, o que se manifesta como diminuição ou ausência de fluxo diastólico nas artérias umbilicais. No entanto, a alteração do ducto venoso fetal é um sinal de comprometimento fetal avançado e tardio, indicando centralização da circulação e sofrimento fetal grave, não ocorrendo precocemente. Assim, a afirmação III está incorreta.
O CIUR simétrico (proporcional) é geralmente precoce e associado a causas intrínsecas como anomalias genéticas, infecções congênitas ou exposição a teratógenos. O CIUR assimétrico (desproporcional) é mais comum no final da gestação e está relacionado à insuficiência placentária.
Indivíduos que tiveram CIUR apresentam maior risco de desenvolver hipertensão arterial, dislipidemia, resistência à insulina e diabetes tipo 2 na vida adulta, um fenômeno conhecido como programação fetal.
A dopplervelocimetria das artérias umbilicais é crucial para avaliar a insuficiência placentária. A diminuição do fluxo diastólico indica aumento da resistência. Alterações no ducto venoso são sinais tardios de centralização e comprometimento fetal grave.
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