DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025
Um feto é diagnosticado com CIUR (crescimento intrauterino restrito). Qual é o principal fator de risco materno associado a essa condição?
CIUR: principal fator de risco materno = Hipertensão Arterial Crônica (leva à insuficiência placentária).
A hipertensão arterial crônica é um dos principais fatores de risco maternos para o Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR), pois pode comprometer o fluxo sanguíneo útero-placentário, levando à insuficiência placentária e, consequentemente, à restrição do aporte de nutrientes e oxigênio ao feto.
O Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR) é uma condição na qual o feto não atinge seu potencial genético de crescimento, resultando em um peso estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. É uma complicação obstétrica significativa, associada a maior morbimortalidade perinatal e riscos de saúde a longo prazo para a criança, sendo um tema crucial para a prática de obstetras e pediatras. Os fatores de risco para CIUR são diversos, incluindo causas maternas, fetais e placentárias. Entre os fatores maternos, a hipertensão arterial crônica se destaca como um dos mais importantes, pois compromete a vascularização e função placentária, levando à insuficiência útero-placentária. Outros fatores incluem pré-eclâmpsia, doenças renais crônicas, tabagismo, uso de drogas, desnutrição e doenças autoimunes. O diagnóstico do CIUR é feito principalmente por ultrassonografia seriada, avaliando biometria fetal e dopplerfluxometria. O manejo envolve monitoramento rigoroso do bem-estar fetal e, em casos graves, a interrupção da gestação. A identificação e controle dos fatores de risco maternos, como a otimização da pressão arterial, são fundamentais para tentar minimizar o impacto no crescimento fetal.
O CIUR pode ser classificado em simétrico (proporcional, com redução de cabeça e abdome, geralmente por causas intrínsecas ou infecções precoces) e assimétrico (disproporcional, com preservação da cabeça e redução do abdome, mais comum por insuficiência placentária tardia).
A hipertensão crônica pode causar alterações vasculares na placenta, resultando em má perfusão e insuficiência placentária. Isso compromete o transporte de nutrientes e oxigênio para o feto, levando à restrição de crescimento.
Complicações incluem hipóxia crônica, acidose, oligodramnia, sofrimento fetal, maior risco de parto prematuro, asfixia perinatal, hipoglicemia, hipotermia, policitemia e maior morbimortalidade neonatal.
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