Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020
Não é causa comum de CIR (Crescimento Intrauterino Restrito):
Hipotireoidismo subclínico materno → associado a desfechos adversos, mas NÃO é causa comum de CIR.
Enquanto insuficiência placentária, desnutrição materna grave e trombofilias são causas bem estabelecidas de CIR, o hipotireoidismo subclínico materno, embora associado a outros desfechos gestacionais adversos, não é considerado uma causa comum ou direta de restrição de crescimento fetal.
O Crescimento Intrauterino Restrito (CIR) é uma condição obstétrica de grande relevância, associada a um aumento significativo da morbimortalidade perinatal. A identificação das causas subjacentes é fundamental para o manejo adequado e a tentativa de otimizar o prognóstico fetal. As etiologias do CIR são diversas, abrangendo fatores maternos, placentários e fetais. Entre as causas mais comuns e bem estabelecidas de CIR, destacam-se a insuficiência placentária, que compromete o aporte de nutrientes e oxigênio ao feto; a desnutrição materna grave, que limita a disponibilidade de substratos para o crescimento fetal; e as trombofilias, que podem levar à formação de trombos na circulação uteroplacentária, resultando em disfunção placentária. Essas condições afetam diretamente a capacidade da placenta de sustentar o crescimento fetal. Por outro lado, o hipotireoidismo subclínico materno, embora seja uma condição que requer atenção durante a gestação devido à sua associação com outros desfechos adversos como pré-eclâmpsia e parto prematuro, não é classicamente considerado uma causa comum ou primária de CIR. O hipotireoidismo franco, sim, pode ter um impacto mais significativo no crescimento fetal, mas o subclínico geralmente não leva a uma restrição de crescimento tão pronunciada quanto as outras causas mencionadas, tornando-o a alternativa que 'não é causa comum'.
As causas de CIR podem ser classificadas em maternas (ex: hipertensão, desnutrição, trombofilias), placentárias (ex: insuficiência placentária, infartos), fetais (ex: anomalias cromossômicas, infecções congênitas) e idiopáticas.
A insuficiência placentária resulta em um fluxo sanguíneo inadequado para o feto, comprometendo o transporte de oxigênio e nutrientes. Isso leva a uma restrição no crescimento e desenvolvimento fetal, pois o feto não recebe os recursos necessários para seu desenvolvimento ideal.
O hipotireoidismo materno, especialmente o franco, pode estar associado a complicações como pré-eclâmpsia, abortamento e parto prematuro. O hipotireoidismo subclínico, embora exija monitoramento, geralmente não compromete o crescimento fetal de forma significativa, pois a função tireoidiana fetal é frequentemente preservada ou compensada.
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