UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Sobre a avaliação do crescimento de uma criança, qual a afirmativa CORRETA?
Velocidade de crescimento infantil → desacelera do nascimento até idade escolar, com picos na infância e puberdade.
O crescimento infantil não é linear; ele é mais rápido no primeiro ano de vida e desacelera progressivamente até a puberdade, quando ocorre um novo estirão. Essa desaceleração é fisiológica e reflete as diferentes demandas metabólicas e hormonais em cada fase do desenvolvimento.
A avaliação do crescimento é um pilar fundamental da puericultura, permitindo monitorar a saúde e o desenvolvimento da criança. O padrão de crescimento não é uniforme, apresentando fases de aceleração e desaceleração que refletem complexas interações genéticas, nutricionais e hormonais. A velocidade de crescimento é máxima no primeiro ano de vida e, fisiologicamente, desacelera progressivamente até o início da puberdade. Durante a puberdade, ocorre um novo estirão de crescimento, impulsionado por hormônios sexuais e hormônio do crescimento, que culmina no fechamento das epífises ósseas e no alcance da estatura final. Para o residente, é essencial dominar as curvas de crescimento da OMS, identificar padrões normais e anormais, e saber interpretar a velocidade de crescimento para diagnosticar precocemente distúrbios como o déficit de estatura ou o excesso de peso, que podem ter causas diversas e exigir intervenções específicas.
A velocidade de crescimento é avaliada através do acompanhamento longitudinal de medidas antropométricas (peso, altura, perímetro cefálico) plotadas em curvas de crescimento padronizadas pela OMS, observando a progressão ao longo do tempo.
Os principais períodos de aceleração do crescimento são o primeiro ano de vida (infância) e a puberdade, onde ocorrem os maiores estirões de crescimento em altura e peso.
As causas de déficit de estatura são variadas, incluindo fatores genéticos, nutricionais (desnutrição), doenças crônicas (renais, cardíacas, gastrointestinais), endocrinopatias (hipotireoidismo, deficiência de GH) e síndromes genéticas.
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