HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Lactente de 6 meses, sexo masculino, apresenta fontanela bregmática fechada e perímetro cefálico (PC) de 40,5 cm (escore z de PC para idade e sexo entre -1 e -2). Nasceu a termo, sem intercorrências, com PC: 35 cm. Ao exame, está em bom estado geral e bom estado nutricional; fixa o olhar, sustenta a cabeça e a movimenta ativamente para acompanhar objetos na horizontal; na posição prona, eleva a parte superior do tronco e a cabeça, apoiando-se nos antebraços; leva as mãos à boca; segura os objetos colocados em sua mão; sorri e dá mostras de prazer e de desconforto e senta com apoio. Não pega os objetos oferecidos e não rola. Vocaliza e não apresenta balbucios. Entre as condutas a abaixo, a melhor para este paciente é:
Fontanela bregmática fechada < 9 meses + PC ↓ + DNPM atrasado → Craniossinostose.
O fechamento precoce da fontanela bregmática em um lactente de 6 meses, associado a um perímetro cefálico com tendência à microcefalia relativa (z-score entre -1 e -2) e atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, é um forte indicativo de craniossinostose, que requer avaliação neurocirúrgica para possível correção cirúrgica.
A craniossinostose é uma condição caracterizada pelo fechamento prematuro de uma ou mais suturas cranianas, resultando em deformidades cranianas e, potencialmente, restrição do crescimento cerebral. Sua incidência é de aproximadamente 1 em 2.500 nascidos vivos, sendo crucial o diagnóstico precoce para evitar complicações neurológicas e estéticas. A avaliação do perímetro cefálico e das fontanelas é parte fundamental do exame físico pediátrico de rotina. A fisiopatologia envolve a fusão óssea prematura, que pode ser primária (idiopática ou sindrômica) ou secundária (a microcefalia, raquitismo). A suspeita diagnóstica surge com a observação de formato craniano anormal, fechamento precoce de fontanelas e/ou alterações no crescimento do perímetro cefálico. A tomografia computadorizada de crânio com reconstrução 3D é o padrão ouro para confirmar o diagnóstico e identificar as suturas afetadas. O tratamento da craniossinostose é predominantemente cirúrgico, visando remodelar o crânio e permitir o crescimento cerebral adequado. A idade ideal para a cirurgia varia conforme a sutura afetada e a técnica, mas geralmente ocorre nos primeiros meses de vida. O prognóstico é favorável com intervenção precoce, mas o acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor é essencial.
Sinais de alerta incluem fechamento precoce das fontanelas, formato anormal da cabeça, assimetria facial, e um perímetro cefálico que não acompanha o crescimento esperado ou que está abaixo do percentil.
O fechamento precoce das suturas cranianas impede o crescimento normal do cérebro, podendo levar a aumento da pressão intracraniana, deformidades craniofaciais e atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor.
A conduta inicial é encaminhar para avaliação com neurocirurgião pediátrico. Exames de imagem como a tomografia computadorizada de crânio com reconstrução 3D são essenciais para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento.
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