CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Assinale a alternativa que contenha a correlação correta entre a primeira e a segunda coluna: I. Escafocefalia II. Trigonocefalia III. Braquicefalia IV. Síndrome de Apert A. Geralmente não afeta o desenvolvimento orbitário B. Causa hipertelorismo com obliquidade negativa da fenda C. Causa hipotelorismo D. Provoca aplanamento do rebordo orbitário superior
Escafocefalia (sagital) = Órbita normal; Trigonocefalia (metópica) = Hipotelorismo.
O fechamento prematuro de diferentes suturas cranianas (craniossinostose) altera o crescimento ósseo e o posicionamento das órbitas, resultando em fenótipos específicos como o hipotelorismo na trigonocefalia.
As craniossinostoses são condições onde uma ou mais suturas cranianas se fundem prematuramente, alterando a morfologia craniofacial segundo a Lei de Virchow (o crescimento é restrito perpendicularmente à sutura fundida e compensado paralelamente a ela). A braquicefalia (sinostose coronal bilateral) causa um crânio curto e largo, com aplanamento do rebordo orbitário superior. O reconhecimento dessas alterações é crucial não apenas para a estética, mas para monitorar o risco de hipertensão intracraniana e garantir o desenvolvimento visual adequado, já que alterações orbitárias podem levar a estrabismo e ambliopia.
A escafocefalia é o tipo mais comum de craniossinostose simples, resultante do fechamento prematuro da sutura sagital. Isso impede o crescimento lateral do crânio, compensado por um crescimento excessivo anteroposterior, resultando em uma cabeça longa e estreita (formato de barco). Diferente de outras sinostoses, a escafocefalia geralmente não afeta o desenvolvimento das órbitas ou da face média, mantendo uma relação orbitária normal.
A trigonocefalia ocorre devido à sinostose prematura da sutura metópica (que une os ossos frontais). Isso resulta em uma testa em formato de cunha ou triângulo. Clinicamente, essa deformidade puxa as órbitas medialmente, causando hipotelorismo (diminuição da distância entre as órbitas). É uma característica diagnóstica importante para diferenciar de outras causas de deformidade frontal.
A Síndrome de Apert é uma craniossinostose sindrômica complexa (geralmente envolvendo a sutura bicoronal). Ela se caracteriza por hipoplasia do terço médio da face, resultando em órbitas rasas e proptose ocular. Uma característica marcante é o hipertelorismo (aumento da distância entre as órbitas) associado a uma obliquidade negativa da fenda palpebral (canto externo mais baixo que o interno), além de sindactilia simétrica das mãos e pés.
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