CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
A perda de campo visual nos pacientes com compressão quiasmática pelo craniofaringioma é, tipicamente, nas fases iniciais:
Craniofaringioma (supraselar) → compressão superior do quiasma → hemianopsia bitemporal inferior.
Diferente dos adenomas de hipófise (infraselares) que causam defeitos bitemporais superiores, os craniofaringiomas comprimem o quiasma de cima para baixo, afetando primeiro as fibras superiores (campo inferior).
O craniofaringioma é uma neoplasia epitelial benigna, mas localmente agressiva, derivada dos remanescentes da bolsa de Rathke. Sua localização supraselar o torna uma causa clássica de síndromes quiasmáticas na prática neuro-oftalmológica. A compreensão da organização retinotópica das fibras no quiasma é fundamental: as fibras nasais (que cruzam e representam o campo temporal) são as mais vulneráveis. Como o tumor desce sobre o quiasma, as fibras superiores são as primeiras a sofrer isquemia ou compressão mecânica, manifestando-se clinicamente como uma perda de campo bitemporal inferior.
O craniofaringioma é tipicamente um tumor supraselar. Ao crescer, ele exerce pressão de cima para baixo sobre o quiasma óptico. As fibras nervosas localizadas na porção superior do quiasma são responsáveis pela visão do campo visual inferior. Portanto, a lesão inicial dessas fibras resulta em um defeito bitemporal que começa nos quadrantes inferiores.
A principal diferença reside na localização anatômica do tumor em relação ao quiasma. O adenoma de hipófise é infraselar e comprime o quiasma por baixo, afetando as fibras inferiores e gerando hemianopsia bitemporal superior. Já o craniofaringioma é supraselar, comprimindo por cima e gerando hemianopsia bitemporal inferior.
O sintoma clássico é a hemianopsia bitemporal, onde o paciente perde a visão periférica (temporal) em ambos os olhos. No caso de compressões assimétricas ou iniciais, pode começar como um defeito quadrântico. Além disso, pode haver redução da acuidade visual se houver envolvimento do nervo óptico adjacente.
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