HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Adolescente de 15 anos é trazido pelo pai para atendimento de emergência devido a cefaleia associada a vômitos. Relata que nas últimas semanas percebeu que o filho começou a urinar em grande quantidade. O exame clínico mostrou sinais de hipertensão intracraniana. A ressonância magnética mostrou tumor sólido com estruturas císticas contendo líquido de densidade intermediária na região suprasselar. Marque a opção com a hipótese diagnóstica mais provável
Adolescente + HIC + poliúria + tumor suprasselar cístico → Craniofaringioma.
O craniofaringioma é um tumor suprasselar comum em crianças e adolescentes. A localização suprasselar pode comprimir o quiasma óptico (distúrbios visuais), o hipotálamo (diabetes insipidus, disfunção endócrina) e causar hipertensão intracraniana (cefaleia, vômitos). A característica cística na RM é típica.
O craniofaringioma é um tumor benigno de origem epitelial que se desenvolve na região suprasselar, próximo à hipófise e ao hipotálamo. É o tumor suprasselar mais comum em crianças e adolescentes, com um segundo pico de incidência em adultos mais velhos. Sua importância clínica reside na sua localização estratégica, que pode causar uma variedade de déficits neurológicos e endócrinos. O diagnóstico é suspeitado pela tríade clássica de sintomas: distúrbios visuais (compressão do quiasma óptico), disfunção hipotalâmica/hipofisária (diabetes insipidus, deficiências hormonais, obesidade) e sinais de hipertensão intracraniana (cefaleia, vômitos, papiledema). A ressonância magnética é o exame de escolha, revelando uma massa suprasselar com componentes císticos e sólidos, frequentemente com calcificações. O tratamento primário é a ressecção cirúrgica, que pode ser desafiadora devido à proximidade com estruturas vitais. A radioterapia pode ser utilizada como adjuvante ou em casos de ressecção incompleta. O prognóstico funcional pode ser comprometido por sequelas endócrinas (necessidade de reposição hormonal) e neurológicas, exigindo acompanhamento multidisciplinar a longo prazo.
Os sintomas incluem cefaleia, vômitos (sinais de HIC), distúrbios visuais (hemianopsia bitemporal), poliúria/polidipsia (diabetes insipidus) e disfunções endócrinas como atraso puberal.
A poliúria ocorre devido à compressão ou destruição do hipotálamo ou da haste hipofisária, levando à deficiência de hormônio antidiurético (ADH), resultando em diabetes insipidus.
Na ressonância magnética, o craniofaringioma geralmente se apresenta como uma massa suprasselar, frequentemente com componentes císticos e sólidos, e calcificações são comuns, especialmente em crianças.
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