CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011
Este defeito de campo visual é mais comum em qual das afecções abaixo?
Craniofaringeoma → compressão superior do quiasma → hemianopsia bitemporal inferior.
Tumores supraselares como o craniofaringeoma comprimem o quiasma de cima para baixo, afetando primeiro as fibras superiores e gerando defeitos nos quadrantes inferiores.
O craniofaringeoma é um tumor epitelial benigno, porém localmente agressivo, derivado de remanescentes da bolsa de Rathke. É uma causa importante de massa selar/supraselar em crianças e adultos jovens. A relação anatômica com o quiasma óptico torna o exame de campo visual (perimetria) uma ferramenta diagnóstica e de acompanhamento essencial. O diagnóstico diferencial de massas selares inclui adenomas hipofisários, meningiomas do tubérculo da sela e gliomas ópticos. A imagem por Ressonância Magnética é o padrão-ouro para avaliar a extensão tumoral e o grau de compressão das estruturas ópticas.
O craniofaringeoma é um tumor de origem embrionária que se localiza frequentemente na região supraselar. Ao crescer, ele comprime o quiasma óptico de cima para baixo. As fibras nervosas que provêm da retina superior (responsáveis pelo campo visual inferior) são as primeiras a serem atingidas, resultando em um defeito que começa nos quadrantes temporais inferiores, progredindo para uma hemianopsia bitemporal completa.
O adenoma de hipófise cresce de dentro da sela túrcica para cima, comprimindo a parte inferior do quiasma óptico. Isso afeta primeiro as fibras da retina inferior, causando uma quadrantanopsia temporal superior. Já o craniofaringeoma, sendo supraselar, comprime o quiasma por cima, afetando as fibras da retina superior e causando defeitos temporais inferiores.
Além dos distúrbios visuais, o craniofaringeoma pode causar disfunções endócrinas (diabetes insípido, atraso de crescimento, hipotireoidismo secundário) devido à compressão do hipotálamo e da haste hipofisária. Também pode causar sinais de hipertensão intracraniana se obstruir a drenagem do líquido cefalorraquidiano.
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