PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Criança de 6 anos apresenta febre baixa, tosse esporádica, diarreia e dor de garganta a quatro dias, exame RT-PCR COVID positivo, qual a melhor conduta:
COVID-19 leve em crianças → tratamento sintomático: repouso, hidratação, analgésicos/antipiréticos. Evitar medicações sem evidência.
Para crianças com COVID-19 e sintomas leves, a conduta recomendada é o tratamento sintomático e de suporte. Não há evidências que justifiquem o uso de antibióticos (azitromicina, amoxicilina), corticoides (dexametasona), antiparasitários (ivermectina) ou suplementos vitamínicos (C, D, zinco) de forma rotineira.
A COVID-19 em crianças geralmente se manifesta com sintomas leves ou é assintomática, diferentemente dos adultos. Os sintomas mais comuns incluem febre baixa, tosse, dor de garganta, coriza, fadiga e, por vezes, sintomas gastrointestinais como diarreia. O diagnóstico é confirmado por RT-PCR. A conduta para crianças com COVID-19 e sintomas leves é predominantemente de suporte e sintomática. Isso envolve repouso adequado, manutenção de boa hidratação com ingestão de líquidos, e o uso de analgésicos e antipiréticos, como paracetamol ou dipirona, para aliviar febre e dor. Em caso de diarreia, probióticos podem ser considerados para auxiliar na recuperação da flora intestinal. É crucial evitar a prescrição de medicamentos sem evidência de benefício, como antibióticos (azitromicina, amoxicilina), antiparasitários (ivermectina) ou corticoides (dexametasona) para casos leves. Essas medicações não demonstraram eficácia e podem acarretar riscos e efeitos adversos desnecessários. A atenção deve ser voltada para a identificação de sinais de alerta que justifiquem uma avaliação médica mais aprofundada ou hospitalização.
A conduta recomendada é o tratamento sintomático e de suporte, que inclui repouso, ingestão adequada de líquidos, e uso de analgésicos e antipiréticos (como paracetamol ou dipirona) para febre e dor. Probióticos podem ser considerados para diarreia.
Não há evidências científicas que comprovem a eficácia desses medicamentos para o tratamento de COVID-19 leve em crianças. O uso indiscriminado de antibióticos pode levar à resistência, e corticoides e ivermectina não demonstraram benefício e podem ter efeitos adversos.
A hospitalização é indicada para crianças com sinais de gravidade, como desconforto respiratório (taquipneia, tiragem, saturação de oxigênio <92-94%), letargia, dificuldade para se alimentar, desidratação ou sinais de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P).
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