SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
Na emergência hospitalar, uma criança de 8 anos de idade diagnosticada como portadora de COVID-19 há 10 dias apresenta sintomas respiratórios associados com sintomas gastrointestinais como diarreia. A evolução clínica ocorreu após 1 semana: dispneia, cianose central e SpO₂ menor que 92%. Qual a alternativa que contém a correta classificação da gravidade desse quadro?
COVID-19 pediátrica grave: dispneia, cianose central, SpO₂ < 92%, taquipneia, esforço respiratório. SIM-P é outra entidade pós-COVID.
A presença de dispneia, cianose central e saturação de oxigênio abaixo de 92% em ar ambiente são critérios claros para classificar a COVID-19 em crianças como doença grave, indicando comprometimento respiratório significativo.
A COVID-19 em crianças apresenta um espectro clínico variado, desde quadros assintomáticos ou leves até doenças graves e críticas. A classificação da gravidade é crucial para o manejo adequado e a alocação de recursos. Os critérios de gravidade para COVID-19 pediátrica incluem sinais de comprometimento respiratório significativo, como dispneia, cianose central e saturação de oxigênio (SpO₂) abaixo de 92% em ar ambiente. Outros sinais de alerta são taquipneia, esforço respiratório aumentado (tiragem, batimento de asa de nariz) e letargia. A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) é uma entidade distinta, embora relacionada à COVID-19. Ela se manifesta semanas após a infecção inicial por SARS-CoV-2, caracterizada por febre persistente, inflamação sistêmica e disfunção de múltiplos órgãos, mimetizando doenças como a Kawasaki. É fundamental diferenciar a COVID-19 aguda grave da SIM-P para instituir o tratamento correto. No caso descrito, a criança apresenta dispneia, cianose central e SpO₂ < 92%, que são marcadores inequívocos de doença grave, exigindo internação e suporte respiratório. O manejo da COVID-19 grave em crianças envolve oxigenoterapia, suporte ventilatório se necessário, hidratação e monitoramento rigoroso, com atenção a possíveis complicações.
Os critérios incluem dispneia, cianose central, SpO₂ < 92% em ar ambiente, taquipneia, esforço respiratório aumentado e letargia.
A COVID-19 grave é a doença aguda, enquanto a SIM-P é uma complicação inflamatória tardia (2-6 semanas pós-infecção), com febre persistente, disfunção de múltiplos órgãos e marcadores inflamatórios elevados.
Sintomas gastrointestinais como diarreia, vômitos e dor abdominal são frequentes em crianças com COVID-19, podendo ocorrer isoladamente ou associados a sintomas respiratórios.
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