HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Em novembro de 2019 um surto de doença respiratória, causado pelo novo coronavírus (SARS-CoV 2), foi detectado na cidade de Wuhan, na China. Desde então, foram confirmados milhares de casos de Covid-19, que resultaram em inúmeros óbitos. Em relação ao COVID 19, analise as afirmativas abaixo. I. O espectro cíinico da infecção por SARS-CoV-2 é muito amplo, os principais sinais e sintomas relatados são: febre (≥37,8°C), tosse, fadiga, dispneia, mal estar e mialgia. II. Infiltrados bilaterais em exames de imagem do tórax, aumento da proteína C-reativa e linfopenia evidenciada em hemograma são as alterações mais comuns observadas em exames complementares. III. A síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) potencialmente associada à ''coronavirus disease 2019'' (COVID-19), envolve pelo menos dois órgãos e sistemas, tais como: cardíaco, renal, respiratório, hematológico, gastrointestinal, dermatológico ou neurológico. IV. As principais alterações laboratoriais evidenciadas em crianças e adolescentes com a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) são elevações das provas de atividade inflamatória, dos marcadores de coagulopatia e das provas de função miocárdica. Assinale as alternativas corretas:
COVID-19 = espectro amplo, infiltrados bilaterais, linfopenia, PCR ↑. SIM-P = ≥2 sistemas, inflamação ↑, coagulopatia, disfunção miocárdica.
A infecção por SARS-CoV-2 (COVID-19) apresenta um espectro clínico variado, desde assintomáticos até quadros graves, com febre, tosse e dispneia sendo comuns. Achados laboratoriais e de imagem típicos incluem infiltrados bilaterais no tórax, linfopenia e elevação da PCR. A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) é uma complicação grave pós-COVID-19 em crianças, envolvendo disfunção de múltiplos órgãos e elevação de marcadores inflamatórios, coagulopatia e disfunção miocárdica.
A COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, emergiu como uma pandemia global, com um espectro clínico extremamente amplo, variando de infecções assintomáticas a doenças graves com risco de vida. A compreensão de suas manifestações clínicas, achados laboratoriais e complicações é crucial para todos os profissionais de saúde, especialmente residentes, que enfrentam essa doença em diversas especialidades. Os principais sinais e sintomas da COVID-19 incluem febre, tosse, fadiga, dispneia e mialgia. Em casos mais graves, podem ocorrer infiltrados pulmonares bilaterais, linfopenia e elevação de marcadores inflamatórios como a proteína C-reativa. Uma complicação grave e específica em crianças e adolescentes é a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que se manifesta com febre persistente e disfunção de múltiplos órgãos, como cardíaco, renal, respiratório, gastrointestinal e neurológico, em associação temporal com a infecção por SARS-CoV-2. O diagnóstico da SIM-P requer alta suspeição e a identificação de elevações nas provas de atividade inflamatória (PCR, VHS, procalcitonina), marcadores de coagulopatia (D-dímero) e provas de função miocárdica (troponina, BNP). O manejo é de suporte, muitas vezes em terapia intensiva, com imunomoduladores como imunoglobulina intravenosa e corticosteroides. O reconhecimento precoce e a intervenção são vitais para melhorar o prognóstico desses pacientes pediátricos.
Os sintomas mais comuns da COVID-19 incluem febre (≥37,8°C), tosse, fadiga, dispneia, mal-estar e mialgia. Outros sintomas como perda de olfato e paladar, dor de garganta e cefaleia também são frequentemente relatados.
Em casos graves de COVID-19, são comuns infiltrados bilaterais em exames de imagem do tórax (como tomografia), linfopenia no hemograma e elevação de marcadores inflamatórios como a proteína C-reativa (PCR) e o D-dímero.
A SIM-P é uma condição rara e grave que se desenvolve em crianças e adolescentes após a infecção por SARS-CoV-2. É diagnosticada pela presença de febre persistente, evidência de inflamação sistêmica, disfunção de pelo menos dois órgãos/sistemas (cardíaco, renal, respiratório, hematológico, gastrointestinal, dermatológico ou neurológico) e evidência de infecção recente ou exposição ao SARS-CoV-2.
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