UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021
Homem diabético, 62 anos, com febre de 39ºC, mialgia e tosse seca há 6 dias. Deu entrada no Pronto Socorro apresentando saturação de oxigênio de 93% em ar ambiente. Foi realizada Tomografia Computadorizada de tórax que apresentou infiltrado em vidro fosco bilateral, multifocal, acometendo entre 25% a 50% do parênquima pulmonar sugestivo de infecção por SARS-COV-2. Das opções abaixo, qual é a melhor conduta?
COVID-19 com hipoxemia (SatO2 <94%) → PCR + Dexametasona.
Paciente com suspeita de COVID-19, fatores de risco (diabetes, idade) e hipoxemia (SatO2 93%) com infiltrado pulmonar em TC, indica doença moderada a grave. A conduta inclui a confirmação diagnóstica por PCR e o início de dexametasona, que demonstrou reduzir mortalidade em pacientes com COVID-19 que necessitam de oxigenoterapia.
O manejo da COVID-19 evoluiu significativamente, e o reconhecimento precoce de pacientes com risco de progressão para doença grave é essencial. Pacientes com fatores de risco como diabetes e idade avançada, que apresentam hipoxemia (saturação de oxigênio < 94% em ar ambiente) e achados tomográficos sugestivos de pneumonia por SARS-CoV-2, são classificados como tendo doença moderada a grave. A conduta inicial para esses pacientes deve incluir a confirmação diagnóstica por PCR para SARS-CoV-2, que é o método mais sensível para detectar a infecção ativa. Além disso, a introdução de dexametasona é uma intervenção comprovadamente eficaz. O estudo RECOVERY demonstrou que a dexametasona reduz a mortalidade em pacientes hospitalizados com COVID-19 que necessitam de oxigenoterapia, atuando como um potente anti-inflamatório para modular a resposta imune exacerbada. É importante evitar o uso indiscriminado de antibióticos, a menos que haja forte suspeita de coinfecção bacteriana, e não postergar a intubação se houver falha respiratória progressiva. O remdesivir, embora aprovado, tem indicação mais restrita e não é a primeira linha em todos os cenários, especialmente se não houver disponibilidade. O foco é otimizar a oxigenação e controlar a inflamação sistêmica.
A dexametasona é indicada para pacientes com COVID-19 que necessitam de oxigenoterapia, incluindo aqueles com hipoxemia leve a grave, devido ao seu efeito anti-inflamatório que reduz a mortalidade.
O PCR é o padrão-ouro para o diagnóstico de infecção ativa por SARS-CoV-2, sendo crucial para confirmar a etiologia e guiar o tratamento específico, além de medidas de controle de infecção.
Os achados mais comuns incluem opacidades em vidro fosco bilaterais e multifocais, predominantemente periféricas e posteriores, que podem evoluir para consolidações e pavimentação em mosaico.
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