PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Assinale a alternativa CORRETA em relação às situações clínicas que são intercorrentes no período gravídico-puerperal:
Gestantes têm maior risco de complicações respiratórias por COVID-19 devido a modificações fisiológicas da gravidez.
As gestantes experimentam modificações fisiológicas significativas, como aumento do consumo de oxigênio, elevação do diafragma e edema do trato respiratório, que as tornam mais vulneráveis a infecções respiratórias como a COVID-19, aumentando o risco de complicações e desfechos desfavoráveis.
O período gravídico-puerperal é marcado por profundas modificações fisiológicas que visam adaptar o corpo materno à gestação e ao desenvolvimento fetal. No entanto, essas adaptações podem, em certas situações, aumentar a vulnerabilidade da gestante a intercorrências clínicas, como infecções e exacerbação de doenças preexistentes. A compreensão dessas particularidades é essencial para um manejo clínico seguro e eficaz. No contexto de infecções respiratórias, como a causada pelo novo coronavírus (COVID-19), as gestantes apresentam um risco aumentado de desenvolver formas graves da doença. Isso se deve a alterações fisiológicas como o aumento do consumo de oxigênio, a elevação do diafragma que reduz a capacidade pulmonar funcional e o edema da mucosa do trato respiratório, que podem comprometer a ventilação e a oxigenação. Essas mudanças tornam o sistema respiratório mais suscetível a descompensação em caso de infecção. Além disso, outras condições crônicas como anemia, epilepsia e hipotireoidismo exigem manejo cuidadoso durante a gravidez. A anemia, por exemplo, é comum, mas seu tratamento deve ser guiado pela etiologia e não apenas pelo valor da hemoglobina, com transfusões reservadas para casos específicos. Para mulheres com epilepsia, a suspensão de anticonvulsivantes é contraindicada devido ao risco de convulsões maternas, que podem ser mais prejudiciais ao feto do que os potenciais efeitos teratogênicos da medicação. No hipotireoidismo, a dose de levotiroxina geralmente precisa ser aumentada, e não reduzida, para manter o eutireoidismo, crucial para o desenvolvimento neurológico fetal. A atenção a esses detalhes é vital para a saúde materno-fetal.
Durante a gravidez, ocorrem modificações como aumento do consumo de oxigênio, elevação do diafragma que reduz o volume pulmonar residual, e edema da mucosa do trato respiratório. Essas alterações podem comprometer a capacidade respiratória da gestante, tornando-a mais suscetível a complicações de infecções como a COVID-19.
O tratamento da anemia na gravidez é multifatorial e não se baseia apenas em um valor de hemoglobina isolado. É crucial considerar a etiologia da anemia (ferropriva, megaloblástica, etc.), a presença de sintomas, a idade gestacional e outros parâmetros laboratoriais como ferritina, VCM e RDW para um manejo adequado, que geralmente envolve suplementação de ferro e não transfusão imediata.
Anticonvulsivantes não devem ser suspensos no primeiro trimestre devido ao risco de convulsões maternas, mas a dose e o tipo devem ser otimizados para o menor risco teratogênico. Para hipotireoidismo, a dose de levotiroxina geralmente precisa ser AUMENTADA em 20-50% durante a gravidez, devido ao aumento da demanda metabólica e da ligação proteica, e não reduzida, para manter o eutireoidismo materno e fetal.
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