Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
Mulher de 62 anos, com quadro clínico de tosse, febre persistente e anosmia há 5 dias, com dispneia há 1 dia. Traz exame RT-PCR em swab nasal realizado no terceiro dia dos sintomas o qual está positivo. Refere antecedente de HAS e DM, em uso de losartana e metformina, tomou apenas primeira dose da vacina contra Covid-19 há 6 meses e não tomou segunda dose devido efeitos colaterais sentidos após primeira vacina. Ao exame clínico em BEG, com FR=24 irpm, saturação de 91% em ar ambiente, PA=126x84mmHg, ausculta pulmonar com raros estertores esparsos. Hemograma sem leucocitose, sem desvio à esquerda, sem anemia e plaquetas normais. Tomografia de tórax com acometimento em vidro fosco, de predomínio periférico, entre 25 a 50% do parênquima pulmonar. Em relação ao caso assinale a correta:
Saturação < 94% em ar ambiente → Covid-19 grave, necessita oxigenioterapia e internação. Isolamento 20 dias pós-sintomas se grave.
A saturação de oxigênio abaixo de 94% em ar ambiente é um critério para classificar a Covid-19 como grave, indicando a necessidade de oxigenioterapia e internação. O período de isolamento para casos graves é de 20 dias a partir do início dos sintomas, desde que haja melhora clínica e ausência de febre.
A pandemia de Covid-19 trouxe desafios significativos para a saúde pública e a prática médica. A classificação da gravidade da doença é crucial para determinar a conduta terapêutica e o local de tratamento. Pacientes com comorbidades como hipertensão e diabetes, e vacinação incompleta, têm maior risco de desenvolver formas graves da doença. Um dos principais critérios para classificar a Covid-19 como grave é a saturação de oxigênio abaixo de 94% em ar ambiente, indicando hipoxemia e a necessidade de oxigenioterapia suplementar. O acometimento pulmonar em vidro fosco na tomografia de tórax, mesmo que moderado (25-50%), em conjunto com a hipoxemia, reforça a gravidade do quadro. O manejo de casos graves envolve internação, suporte ventilatório (oxigenoterapia), uso de dexametasona para reduzir a inflamação e tromboprofilaxia devido ao risco aumentado de eventos tromboembólicos. O período de isolamento respiratório é determinado pela gravidade da doença. Para casos graves, as diretrizes recomendam um isolamento de 20 dias a partir do início dos sintomas, desde que o paciente apresente melhora clínica e esteja afebril por pelo menos 24 horas sem uso de antitérmicos. É fundamental que residentes estejam atualizados com as diretrizes de manejo da Covid-19 para oferecer o melhor cuidado aos pacientes.
A Covid-19 é classificada como grave se o paciente apresentar saturação de oxigênio < 94% em ar ambiente, frequência respiratória > 30 irpm, ou infiltrados pulmonares > 50% em 24-48 horas, indicando necessidade de oxigenioterapia.
A conduta inicial inclui internação hospitalar, oxigenioterapia para manter saturação > 94%, dexametasona endovenosa e tromboprofilaxia com enoxaparina. Antibióticos são reservados para suspeita de coinfecção bacteriana.
Pacientes com Covid-19 grave podem ter replicação viral prolongada, justificando um período de isolamento mais longo (20 dias a partir do início dos sintomas, se houver melhora clínica e afebrilidade) para reduzir o risco de transmissão.
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