PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Primigesta de 21 anos, 37 semanas, pré-natal de baixo risco e normal, é atendida no Serviço de emergência com queixa de febre, mialgia, tosse e coriza. Ela está fora de trabalho de parto, os batimentos cardíacos fetais estão normais e o colo impérvio. A PA= 110X80mmHg, SatO₂= 96%, FR=17rpm, FC=90bpm e T=37,8ºC. Você solicita RT-qPCR para Sars-Cov-2 que resulta positivo. Qual sua conduta?
Gestante com COVID-19 leve (37 sem, SatO₂ > 95%, sem dispneia) → isolamento domiciliar + suporte + monitorização.
Gestante a termo com COVID-19 e sintomas leves, sem sinais de gravidade (SatO₂ > 95%, sem dispneia, hemodinamicamente estável), deve ser manejada em isolamento domiciliar com medidas de suporte e monitorização rigorosa para identificar precocemente qualquer deterioração clínica.
A infecção por Sars-CoV-2 durante a gestação é uma preocupação global, mas a maioria das gestantes apresenta quadros leves a moderados, semelhantes à população geral. A gestação, por si só, não é uma indicação para condutas obstétricas agressivas na presença de COVID-19, a menos que haja comprometimento materno ou fetal grave. No caso de uma gestante a termo com sintomas leves de COVID-19 (febre baixa, mialgia, tosse, coriza) e parâmetros vitais estáveis (SatO₂ ≥ 95%, sem dispneia), a conduta preconizada é o isolamento domiciliar. Medidas de suporte incluem repouso, hidratação, antitérmicos e sintomáticos. É fundamental orientar a paciente sobre os sinais de alerta para gravidade, como dispneia, dor torácica, cianose ou piora da saturação, e garantir monitorização contínua pela equipe de saúde. A interrupção da gestação ou cesariana de urgência não é indicada para casos leves de COVID-19. O manejo obstétrico deve ser individualizado, considerando a idade gestacional, as condições maternas e fetais, e as indicações obstétricas habituais. O objetivo é garantir a segurança da mãe e do feto, evitando intervenções desnecessárias que possam aumentar riscos.
Gestantes com COVID-19 podem ser manejadas em domicílio se apresentarem sintomas leves, saturação de oxigênio acima de 95%, ausência de dispneia ou outros sinais de gravidade, e se tiverem suporte adequado em casa.
Sinais de gravidade incluem dispneia, dor torácica persistente, confusão mental, cianose, hipotensão, oligúria e piora da saturação de oxigênio. A gestante deve ser orientada a procurar atendimento imediato se qualquer um desses sinais surgir.
Não, a COVID-19 leve não é uma indicação para interrupção da gravidez ou cesariana de urgência. A conduta obstétrica deve seguir as indicações habituais, com monitorização fetal e materna contínua.
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