FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Novas infecções vêm fazendo parte, de forma endêmica ou epidêmica, do dia a dia das gestantes e das puérperas, dentre elas, a covid-19. Com relação às gestantes e às puérperas, segundo dados de 2023 do boletim do Observatório Obstétrico Brasileiro covid-19 (OOBr covid19), no Brasil já houve 25.163 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) confirmados por covid-19 e 2.000 óbitos. Houve redução de 462 óbitos maternos em 2020 para 75 óbitos em 2022. Com base nessas informações, bem como em relação à covid-19 e à gestação, assinale a opção correta.
Vacinas de mRNA ou vírus inativado contra COVID-19 são seguras e indicadas em qualquer fase da gestação.
Gestantes e puérperas são grupo de risco para formas graves de COVID-19; a vacinação com plataformas seguras (mRNA/inativadas) é a principal estratégia para reduzir a mortalidade materna.
A pandemia de COVID-19 evidenciou a vulnerabilidade do ciclo gravídico-puerperal a infecções respiratórias virais. Dados do Observatório Obstétrico Brasileiro (OOBr) mostraram que o Brasil enfrentou taxas alarmantes de mortalidade materna, especialmente antes da ampla cobertura vacinal. A fisiopatologia da gravidade envolve um estado de imunomodulação e alterações mecânicas torácicas que favorecem a hipoxemia. A recomendação de vacinação em qualquer idade gestacional baseia-se no princípio de proteção precoce. Estudos de vigilância pós-comercialização confirmam que anticorpos maternos produzidos após a vacinação atravessam a placenta, conferindo proteção passiva ao recém-nascido nos primeiros meses de vida, um benefício adicional crucial da imunização materna.
Atualmente, as vacinas recomendadas para gestantes e puérperas no Brasil são as de plataforma de mRNA (como a da Pfizer/Wyeth) e as de vírus inativado (como a Coronavac/Butantan). Essas plataformas demonstraram perfil de segurança robusto em qualquer trimestre da gestação, sem evidências de danos ao feto ou aumento de complicações obstétricas. As vacinas de vetor viral, como a AstraZeneca/Fiocruz, não são recomendadas rotineiramente para este grupo devido ao risco raro, porém grave, de trombose com trombocitopenia.
O terceiro trimestre é o período de maior vulnerabilidade para a gestante desenvolver formas graves de COVID-19. As alterações fisiológicas da gravidez, como a elevação do diafragma e o aumento do consumo de oxigênio, reduzem a reserva funcional respiratória. Infecções nesse período estão associadas a maiores taxas de internação em UTI, necessidade de ventilação mecânica e risco elevado de parto prematuro iatrogênico devido à instabilidade materna.
Sim, a presença de comorbidades pré-gestacionais como obesidade, diabetes mellitus, hipertensão arterial crônica e doenças cardiovasculares aumenta significativamente o risco de evolução para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessidade de hospitalização. O manejo dessas pacientes deve ser multidisciplinar, focando no controle rigoroso das patologias de base e monitorização contínua do bem-estar fetal e materno durante a infecção viral.
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