UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
O novo Coronavírus iniciou um tempo de dúvidas, incertezas e novas descobertas científicas. O que podemos AFIRMAR:
Gestantes com COVID-19 grave → heparina profilática devido ao risco trombótico aumentado.
A COVID-19 aumenta o risco de eventos tromboembólicos, especialmente em formas graves da doença. Gestantes já possuem um estado de hipercoagulabilidade fisiológica, tornando a tromboprofilaxia com heparina essencial em casos graves para prevenir complicações.
A pandemia de COVID-19 trouxe desafios significativos no manejo de populações vulneráveis, incluindo gestantes. A compreensão das particularidades da doença nesse grupo é crucial para a prática clínica. Gestantes com COVID-19 podem apresentar um curso mais grave da doença, com maior risco de complicações respiratórias e tromboembólicas. A fisiopatologia da COVID-19 envolve uma resposta inflamatória sistêmica e disfunção endotelial, que contribuem para um estado de hipercoagulabilidade. Em gestantes, que já se encontram em um estado fisiológico protrombótico, esse risco é ainda maior. Por isso, a tromboprofilaxia com heparina de baixo peso molecular é uma medida essencial em casos de COVID-19 grave na gravidez, visando prevenir eventos como tromboembolismo pulmonar e trombose venosa profunda. O manejo de gestantes com COVID-19 deve ser individualizado, considerando a gravidade da doença e a idade gestacional. Embora a internação não seja universal para todas as gestantes diagnosticadas, é fundamental para aquelas com formas graves. A literatura atual não aponta para um risco aumentado de teratogenicidade pelo vírus, e a amamentação não é contraindicada de forma generalizada, desde que medidas de higiene sejam seguidas.
Gestantes já têm um risco aumentado de trombose, e a COVID-19, especialmente em formas graves, exacerba esse risco devido à inflamação e disfunção endotelial, tornando a tromboprofilaxia crucial.
Atualmente, a literatura não é unânime em relação a um risco aumentado de teratogenicidade provocado diretamente pelo SARS-CoV-2 no primeiro trimestre gestacional.
A amamentação não é formalmente contraindicada em todas as pacientes com COVID-19. Recomenda-se higiene adequada e uso de máscara, e a decisão deve ser individualizada, considerando os benefícios do aleitamento.
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