PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022
As gestantes e puérperas são consideradas pacientes de risco para complicações de COVID-19. Assim, o manejo adequado dos casos evita a morbimortalidade materna e o comprometimento fetal Em relação ao manejo de gestantes com COVID-19, assinale a alternativa ERRADA:
Decúbito ventral (pronação) é seguro e benéfico para gestantes com SRAG por COVID-19, sem risco fetal significativo.
O decúbito ventral (pronação) é uma manobra eficaz para melhorar a oxigenação em pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), incluindo gestantes com COVID-19 grave. Estudos e diretrizes atuais confirmam sua segurança e benefício para a gestante e não demonstraram risco significativo para o feto, sendo uma intervenção recomendada quando indicada.
Gestantes e puérperas são consideradas populações de risco para complicações da COVID-19, incluindo formas graves da doença e desfechos adversos maternos e fetais. O manejo adequado é crucial e deve seguir as diretrizes atualizadas, que consideram as particularidades fisiológicas da gravidez. A antibioticoterapia não é indicada de rotina para COVID-19, sendo reservada para casos com evidência de coinfecção bacteriana. O Oseltamivir, antiviral para influenza, pode ser iniciado em gestantes com síndrome gripal ou SRAG, especialmente se o início dos sintomas for recente, devido ao risco aumentado de complicações de influenza na gravidez. Um ponto importante é a segurança do decúbito ventral (pronação) em gestantes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Contrário ao que se pensava inicialmente, a pronação tem se mostrado segura e benéfica, melhorando a oxigenação materna sem aumentar significativamente os riscos fetais, sendo uma estratégia recomendada em casos selecionados. O monitoramento laboratorial deve ser guiado pela evolução clínica e comorbidades, não sendo necessário diariamente em casos moderados sem indicação específica.
A antibioticoterapia deve ser iniciada em gestantes com COVID-19 apenas na presença de critérios clínicos e/ou radiológicos que sugiram uma coinfecção bacteriana ou pneumonia bacteriana secundária, não sendo indicada de rotina para infecção viral.
Sim, o Oseltamivir é recomendado para gestantes com síndrome gripal ou SRAG, especialmente se o quadro clínico tiver se iniciado há menos de 48 horas, pois a gestação é um fator de risco para complicações de influenza, e o medicamento é seguro nessa população.
Sim, o decúbito ventral (pronação) é considerado seguro e eficaz para gestantes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por COVID-19, especialmente no segundo e terceiro trimestres, com evidências de melhora da oxigenação materna e sem aumento significativo de riscos fetais.
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