COVID-19 e Recém-Nascido: Aleitamento e Alojamento Conjunto

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Mãe assintomática, com teste molecular (RT - PCR) positivo para SARS-CoV-2 realizado no início do trabalho de parto, dá à luz, por parto vaginal, a recém-nascido a termo, sem intercorrências observadas. Qual a conduta CORRETA, baseada nas Normas Técnicas do Ministério da Saúde?

Alternativas

  1. A) Evitar a permanência no alojamento conjunto, mantendo mãe e recém-nascido isolados
  2. B) Manter o aleitamento materno, porém o leite deverá ser extraído manualmente ou por bomba extratora, evitando contato da mãe com o recém-nascido, até 14 dias após o teste da mãe ter dado positivo
  3. C) Na sala de parto, o recém-nascido deve ser colocado em contato pele a pele com a mãe e amamentado
  4. D) Não isolar o recém-nascido da mãe e manter o aleitamento materno com medidas preventivas da mãe como lavagem de mãos e uso de máscara, antes de cada mamada.

Pérola Clínica

Mãe COVID-19 positiva assintomática/leve → manter alojamento conjunto e aleitamento materno com precauções (máscara, higiene mãos).

Resumo-Chave

As diretrizes atuais do Ministério da Saúde e de outras organizações de saúde recomendam não separar o recém-nascido da mãe com COVID-19, especialmente se a mãe for assintomática ou tiver sintomas leves. O aleitamento materno deve ser incentivado, com a mãe utilizando máscara e realizando higiene das mãos rigorosa antes de cada contato com o bebê.

Contexto Educacional

A pandemia de COVID-19 trouxe desafios significativos para a prática obstétrica e neonatal, exigindo a atualização constante de protocolos. As diretrizes do Ministério da Saúde e de outras entidades como a OMS e a SBP têm enfatizado a importância de manter o vínculo mãe-bebê e o aleitamento materno, mesmo em casos de mães com diagnóstico de SARS-CoV-2. A transmissão vertical (da mãe para o feto/recém-nascido) é rara, e a transmissão pós-natal é minimizada com medidas de precaução. A fisiopatologia da COVID-19 em gestantes e recém-nascidos ainda está sendo estudada, mas a maioria dos recém-nascidos de mães com COVID-19 não desenvolve a doença ou apresenta quadros leves. O diagnóstico da infecção materna é feito por RT-PCR. A suspeita de COVID-19 no recém-nascido deve ser considerada em casos de sintomas respiratórios, febre ou contato próximo com caso confirmado. A conduta correta prioriza o alojamento conjunto e o aleitamento materno. A mãe deve ser orientada a usar máscara cirúrgica durante todo o contato com o bebê e a realizar higiene rigorosa das mãos antes de tocar o recém-nascido ou os seios. O prognóstico para recém-nascidos expostos é geralmente bom. Pontos de atenção incluem a correta adesão às medidas de precaução pela mãe e a monitorização do recém-nascido para sinais de infecção, embora a separação rotineira não seja mais recomendada.

Perguntas Frequentes

Mãe com COVID-19 pode amamentar o recém-nascido?

Sim, a amamentação é recomendada para mães com COVID-19, pois os benefícios do aleitamento materno superam os riscos de transmissão. A mãe deve usar máscara e higienizar as mãos antes de cada mamada.

É necessário isolar o recém-nascido de mãe com COVID-19?

Não, as diretrizes atuais recomendam não isolar o recém-nascido da mãe com COVID-19, especialmente se a mãe for assintomática ou tiver sintomas leves, para promover o vínculo e o aleitamento.

Quais precauções a mãe com COVID-19 deve tomar ao cuidar do bebê?

A mãe deve usar máscara facial cobrindo nariz e boca, higienizar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool 70%, e manter distância do bebê quando não estiver amamentando ou realizando cuidados essenciais.

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