UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023
A COVID-19 originou uma pandemia impactante na história da humanidade. A doença é causada pelo vírus SARS-CoV2 pertencente a um grupo de beta-coronavírus. Em dezembro de 2021, atingiu mais de 650 mil mortes no Brasil. Considerando os efeitos desta virose, NÃO podemos explicar as condições associadas às complicações envolvendo o trato digestório, como
COVID-19: ↑ eventos pró-trombóticos por ativação complemento/angiotensina II, NÃO por ↓ proteínas pró-trombóticas.
A COVID-19 é conhecida por induzir um estado de hipercoagulabilidade, resultando em eventos pró-trombóticos. Isso ocorre devido à ativação do complemento e elevação da angiotensina II, e não pela redução de proteínas pró-trombóticas, que na verdade estariam aumentadas.
A pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV2, revelou uma série de complicações sistêmicas, incluindo um notável estado de hipercoagulabilidade. Este fenômeno é crucial para a compreensão das manifestações graves da doença, especialmente aquelas envolvendo o trato digestório e o sistema vascular. A fisiopatologia dos eventos pró-trombóticos na COVID-19 está relacionada à interação da proteína S viral com o receptor ACE2, levando à ativação do complemento e elevação da angiotensina II, o que contribui para a disfunção endotelial e a formação de trombos. Isso resulta em um aumento de fatores pró-trombóticos, e não em sua redução. Complicações como trombose venosa profunda (TVP), tromboembolismo pulmonar (TEP) e isquemia mesentérica aguda (IMA) são bem documentadas. A isquemia mesentérica aguda é uma emergência abdominal rara, mas com alta mortalidade, que pode ser uma complicação da COVID-19, seja como apresentação inicial ou tardia. O manejo desses pacientes exige alta suspeição clínica e intervenção rápida, dada a gravidade do quadro de abdome agudo isquêmico. O entendimento da fisiopatologia da hipercoagulabilidade é fundamental para a prevenção e tratamento dessas complicações.
O SARS-CoV2, através de sua proteína S, pode levar à ativação sustentada do complemento e elevação da angiotensina II, promovendo um estado de hipercoagulabilidade e disfunção endotelial que favorece a formação de trombos.
Além de trombose venosa profunda (TVP) e tromboembolismo pulmonar (TEP), a isquemia mesentérica aguda (IMA) tem sido relatada como uma complicação tromboembólica grave em pacientes com COVID-19, podendo ser uma manifestação inicial ou tardia.
A infecção por SARS-CoV2 induz um estado inflamatório sistêmico que ativa a cascata de coagulação, aumenta a produção de citocinas pró-inflamatórias, causa disfunção endotelial e ativação plaquetária, resultando em um desequilíbrio pró-trombótico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo