CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Sobre o tratamento com corticoesteroides para uveítes, é correto afirmar:
Prednisona > 60mg/dia ↑ risco de necrose isquêmica da cabeça do fêmur.
O uso de altas doses de corticoides sistêmicos está associado a graves efeitos adversos ósseos e metabólicos, exigindo monitoramento rigoroso e desmame gradual para evitar insuficiência adrenal.
Os corticosteroides são a base do tratamento das uveítes não infecciosas devido ao seu potente efeito anti-inflamatório. No entanto, a toxicidade sistêmica limita seu uso prolongado em doses altas. A necrose avascular da cabeça do fêmur é uma das complicações mais debilitantes e pode ocorrer mesmo com cursos curtos de doses elevadas. Na prática clínica, doses acima de 1mg/kg/dia (frequentemente > 60mg em adultos) devem ser utilizadas pelo menor tempo possível. Se o controle da inflamação exigir manutenção de doses altas, deve-se considerar a introdução de agentes poupadores de corticoide, como imunomoduladores (metotrexato, azatioprina) ou biológicos.
Doses elevadas e uso prolongado de corticoides aumentam a pressão intraóssea e causam microembolias gordurosas, levando à isquemia e morte do tecido ósseo, especialmente na cabeça do fêmur.
Incluem hiperglicemia (risco de diabetes induzido), ganho de peso (fácies em lua cheia), hipertensão arterial, osteoporose e supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.
É indicado principalmente em uveítes não infecciosas posteriores ou intermediárias, especialmente quando há edema macular cistoide associado e contraindicação ao uso sistêmico.
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