Trabalho de Parto Prematuro: Corticoterapia e Manejo

Faculdade de Medicina Nova Esperança — Prova 2023

Enunciado

O trabalho de parto prematuro (TPP) é responsável por 75% dos nascimentos antes da 37ª semana de gestação. A sua prevenção durante o pré-natal é poucas vezes possível, pois, geralmente, apresenta etiologia multifatorial ou desconhecida. Na assistência à mulher com TPP:

Alternativas

  1. A) Não é recomendado o uso de antibióticos de largo espectro com o intuito de prolongar a gestação, considerando baixa efetividade e efeitos adversos fetais.
  2. B) A utilização de 400 mg/d de progesterona natural pela via vaginal em pacientes com TPP anterior, gemelar, macrossomia, polidrâmnio, incontinência istimo cervical, aumenta o período de latência para o parto de 12 dias.
  3. C) Recomendada entre a 26ª e a 34ª semana de gestação, é utilizada a betametasona sob a dose de 12 mg por via intramuscular ao dia, com intervalo de 24 horas num total de duas aplicações. O efeito máximo inicia-se após 24 horas e persiste por 7 dias.
  4. D) Há três tipos de uterolíticos mais utilizados em TPP: agonistas beta-adrenérgicos, bloqueadores do canal de cálcio e antagonistas do receptor de ocitocina. Outras drogas também utilizadas para inibir o TPP (sulfato de magnésio, inibidores de prostaglandinas e doadores de óxido nítrico) e devem ser utilizados entre 24 e 36 semanas, tendo seu início no diagnóstico e manutenção até feto atingir maturidade.
  5. E) O TPP tardio pode ser conduzido na atenção secundária à saúde, e o TPP precoce em serviço terciário de atenção à saúde.

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