HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
Um curso de corticosteroide pode diminuir o risco da Síndrome da Angústia Respiratória do recém-nascido, melhorar a estabilidade circulatória, com menores taxas de hemorragia intraventricular, enterrocolite necrosante e infecção sistêmica nas primeiras 48 horas de vida. Com relação a esse tratamento, para acelerar a maturação pulmonar fetal, assinale a alternativa correta.
Corticoterapia pré-natal para maturação pulmonar → hiperglicemia transitória materna/fetal.
A administração de corticosteroides antenatais, como betametasona ou dexametasona, é crucial para reduzir a morbimortalidade neonatal em partos prematuros. Um efeito adverso comum, embora geralmente transitório, é a hiperglicemia materna, que requer monitoramento, especialmente em gestantes diabéticas.
A corticoterapia pré-natal, utilizando betametasona ou dexametasona, é uma intervenção fundamental na obstetrícia para gestantes com risco de parto prematuro entre 24 e 34 semanas de gestação, podendo ser estendida até 36 semanas e 6 dias em casos selecionados. Seu principal objetivo é acelerar a maturação pulmonar fetal, induzindo a produção de surfactante, e reduzir a morbimortalidade neonatal associada à prematuridade. Os corticosteroides atuam em múltiplos sistemas fetais, promovendo não apenas a maturação pulmonar, mas também melhorando a estabilidade cardiovascular e reduzindo a incidência de hemorragia intraventricular, enterocolite necrosante e infecção sistêmica nas primeiras 48 horas de vida. É importante estar ciente dos efeitos adversos, como a hiperglicemia transitória materna, que geralmente é autolimitada, mas requer monitoramento. A decisão de administrar corticosteroides deve considerar o balanço entre os benefícios neonatais e os potenciais riscos maternos e fetais. A dose de resgate, embora não seja uma prática universalmente recomendada para todas as situações, pode ser considerada em casos específicos de risco persistente de parto prematuro. A contraindicação por pré-eclâmpsia grave ou o risco de restrição de crescimento intrauterino (RCIU) não são absolutos, e a indicação deve ser individualizada.
A corticoterapia pré-natal reduz significativamente o risco de Síndrome da Angústia Respiratória, hemorragia intraventricular, enterocolite necrosante e infecção sistêmica em recém-nascidos prematuros, melhorando a estabilidade circulatória.
O principal efeito adverso materno é a hiperglicemia transitória, que pode exigir monitoramento glicêmico e, ocasionalmente, insulinoterapia temporária, especialmente em gestantes com diabetes preexistente ou gestacional.
A dose de resgate pode ser considerada em gestantes com risco iminente de parto prematuro que receberam a primeira dose há mais de 7 dias e ainda estão em período de risco, geralmente antes de 34 semanas de gestação.
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