UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Em relação à pós-administração de corticoterapia para aceleração da maturação pulmonar fetal em fetos prematuros, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) A dexametasona tem um início de ação mais lento e duração de ação mais longa do que a betametasona.( ) A atividade uterina pode aumentar ligeiramente após a administração de betametasona.( ) Ao se realizar uma cardiotocografia, observa-se uma diminuição na variabilidade.( ) A contagem de linfócitos aumenta significativamente.( ) Ocorre uma piora transitória no fluxo diastólico final da artéria umbilical. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Corticoterapia fetal: ↓ variabilidade FCF transitória, ↑ atividade uterina leve, ↓ linfócitos.
A corticoterapia para maturação pulmonar fetal (betametasona/dexametasona) é crucial em prematuros. Efeitos transitórios incluem diminuição da variabilidade da FCF e leve aumento da atividade uterina. Não há piora do fluxo umbilical e ocorre linfopenia, não linfocitose.
A corticoterapia antenatal, geralmente com betametasona ou dexametasona, é uma intervenção padrão e altamente eficaz para acelerar a maturação pulmonar fetal em gestações com risco de parto prematuro entre 24 e 34 semanas (e em algumas situações até 36+6 semanas). Seu principal objetivo é reduzir a incidência e gravidade da síndrome do desconforto respiratório (SDR) neonatal, além de diminuir o risco de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante. Os corticosteroides atuam estimulando a produção de surfactante e promovendo a diferenciação dos pneumócitos tipo II. Após a administração, é importante que os profissionais de saúde estejam cientes de alguns efeitos transitórios. Na cardiotocografia, pode-se observar uma diminuição da variabilidade da frequência cardíaca fetal e da frequência de acelerações, que é um efeito esperado e geralmente benigno, resolvendo-se em poucos dias. A atividade uterina pode aumentar ligeiramente, mas raramente leva a um trabalho de parto prematuro. Além disso, pode ocorrer uma linfopenia transitória na mãe e no feto. Não há evidências de que a corticoterapia piore o fluxo diastólico final da artéria umbilical. O conhecimento desses efeitos é crucial para evitar interpretações errôneas e garantir o manejo adequado da gestante e do feto prematuro.
Os principais benefícios incluem a redução da incidência e gravidade da síndrome do desconforto respiratório (SDR) neonatal, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante em fetos prematuros.
Após a administração de corticosteroides, é comum observar uma diminuição transitória da variabilidade da frequência cardíaca fetal e, ocasionalmente, uma redução na frequência de acelerações, que geralmente se normalizam em 48-72 horas.
Sim, a corticoterapia pode causar uma linfopenia transitória na mãe e no feto, ou seja, uma diminuição na contagem de linfócitos, que geralmente se resolve espontaneamente.
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