Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
A prematuridade é a maior causa de mortalidade neonatal e, assim, contribui significantemente com a taxa de mortalidade infantil. Na assistência à gestante, é correto afirmar que
Corticoterapia antenatal → ↓ SDR neonatal, ↓ hemorragia cerebral, ↓ enterocolite necrosante.
A corticoterapia antenatal (Betametasona ou Dexametasona) é uma intervenção fundamental na iminência de parto prematuro. Seu principal objetivo é acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência e gravidade da Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) neonatal, mas também oferece benefícios adicionais importantes como a diminuição do risco de hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.
A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de mortalidade neonatal e contribui significativamente para a morbidade infantil a longo prazo. As complicações da prematuridade incluem a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), hemorragia intraventricular, enterocolite necrosante, sepse e retinopatia da prematuridade. A prevenção e o manejo adequado dessas complicações são pilares da assistência obstétrica e neonatal. A corticoterapia antenatal é uma das intervenções mais eficazes para melhorar os desfechos de recém-nascidos prematuros. A administração de corticosteroides (Betametasona ou Dexametasona) à gestante em risco de parto prematuro, entre 24 e 34 semanas e 6 dias de gestação, promove a maturação pulmonar fetal ao estimular a produção de surfactante. Isso resulta em uma redução drástica da incidência e gravidade da SDR. Além dos benefícios pulmonares, estudos demonstraram que a corticoterapia antenatal também diminui a incidência de hemorragia intraventricular (uma causa importante de paralisia cerebral e outras deficiências neurológicas) e enterocolite necrosante (uma condição gastrointestinal grave). Para residentes, é fundamental conhecer as indicações, o esquema posológico e os múltiplos benefícios dessa terapia, garantindo sua aplicação oportuna e adequada para otimizar os resultados para o binômio mãe-bebê.
O principal objetivo é acelerar a maturação pulmonar fetal, induzindo a produção de surfactante, o que reduz significativamente a incidência e a gravidade da Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) neonatal, uma das principais causas de morbimortalidade em prematuros.
Além da redução da SDR, a corticoterapia antenatal diminui o risco de hemorragia intraventricular (hemorragia cerebral) e enterocolite necrosante, duas complicações graves associadas à prematuridade, melhorando o prognóstico neurológico e gastrointestinal do neonato.
Os esquemas mais comuns são Betametasona (2 doses de 12 mg IM, com intervalo de 24 horas) ou Dexametasona (4 doses de 6 mg IM, com intervalo de 12 horas). A administração é recomendada entre 24 e 34 semanas e 6 dias de gestação, quando há risco de parto prematuro nas próximas 7 dias.
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