FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Sobre as condutas na terapêutica das rinites, é correto afirmar que:
Corticoides nasais: início em 7-12h, mas efeito máximo leva dias/semanas.
Os corticosteroides tópicos nasais (CENs) são o padrão-ouro para rinite, mas possuem latência clínica. O paciente deve ser orientado que o alívio não é imediato, ocorrendo de forma plena após uso contínuo.
O tratamento das rinites evoluiu para priorizar o controle inflamatório da mucosa nasal. Os corticosteroides intranasais atuam reduzindo a infiltração de células inflamatórias e a liberação de mediadores, sendo eficazes tanto na fase imediata quanto na tardia da resposta alérgica. É essencial diferenciar a rinite alérgica da rinossinusite pós-viral. Enquanto na rinite o foco é o controle crônico com CENs e anti-histamínicos, na rinossinusite pós-viral o tratamento é majoritariamente sintomático, reservando-se corticoides orais ou antibióticos apenas para casos específicos de complicação bacteriana ou inflamação severa, sempre pesando os riscos sistêmicos.
O início da ação farmacológica dos corticosteroides intranasais (CENs) ocorre geralmente entre 7 a 12 horas após a primeira aplicação. No entanto, o benefício clínico máximo e a redução significativa da inflamação da mucosa podem demorar de alguns dias até duas semanas de uso regular para serem atingidos. Por isso, a adesão ao tratamento contínuo é fundamental.
O uso de descongestionantes tópicos (como oximetazolina) por mais de 3 a 5 dias pode causar rinite medicamentosa, caracterizada por efeito rebote, congestão crônica e taquifilaxia. Em crianças pequenas, o risco é ainda maior, podendo causar toxicidade sistêmica, como sedação, bradicardia e depressão respiratória, sendo contraindicados em menores de 6 anos por muitos protocolos.
Sim, os CENs modernos (como furoato de mometasona e furoato de fluticasona) possuem baixíssima biodisponibilidade sistêmica e são considerados seguros para uso pediátrico a partir dos 2 anos de idade, quando indicados corretamente. Eles não causam parada respiratória, ao contrário do risco associado aos descongestionantes tópicos em doses inadequadas.
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