SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2015
Pré-escolar de cinco anos é levado ao posto de saúde para aplicação das doses de reforço das vacinas recomendadas para a idade pelo Ministério da Saúde. A mãe informa ao médico que seu filho é portador de asma, fazendo uso contínuo de corticoide inalatório há 30 dias. A conduta em relação às imunizações indicadas é:
Corticoide inalatório não contraindica vacinas vivas atenuadas (MMR) ou inativadas.
O uso de corticoides inalatórios, mesmo que contínuo, não é considerado uma contraindicação para a aplicação de vacinas vivas atenuadas (como a tríplice viral) ou inativadas (como a tríplice bacteriana), pois a absorção sistêmica é mínima e não causa imunossupressão significativa.
A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, e é fundamental que crianças com condições crônicas, como a asma, mantenham seu calendário vacinal atualizado. A preocupação com o uso de corticoides e a imunossupressão é comum, mas é importante diferenciar os tipos e vias de administração. Corticoides inalatórios são a base do tratamento de manutenção da asma, e sua ação é predominantemente local nas vias aéreas. A absorção sistêmica é mínima e, portanto, não induzem imunossupressão significativa que contraindique a administração de vacinas, incluindo as vivas atenuadas como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). As vacinas inativadas, como a tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche), nunca são contraindicadas por imunossupressão, pois não contêm microrganismos vivos. Portanto, a criança asmática em uso de corticoide inalatório pode e deve receber as vacinas de reforço recomendadas para sua idade sem precauções adicionais, garantindo sua proteção contra doenças infecciosas preveníveis por vacina.
As principais contraindicações incluem imunodeficiências primárias ou secundárias (como uso de corticoides sistêmicos em doses imunossupressoras, quimioterapia, HIV avançado), gravidez e reações anafiláticas prévias a componentes da vacina.
Corticoides inalatórios têm absorção sistêmica mínima e não causam imunossupressão significativa, não sendo contraindicação para vacinas. Corticoides sistêmicos em doses imunossupressoras (ex: prednisona >2 mg/kg/dia por >14 dias) contraindicam vacinas vivas.
Aos 4-6 anos, são recomendados os reforços da tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) e da tríplice bacteriana (difteria, tétano, coqueluche acelular - DTPa ou dTpa).
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