HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
A respeito do tratamento medicamentoso da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), utiliza-se fármacos como LAMA (antagonista muscarínico de ação prolongada), LABA (β2 agonista de ação prolongada) e os ICS (corticoides inalatórios). De acordo com o GOLD (Global Initiative For Chronic Obstructive Lung Disease), nas alternativas abaixo, todas representam contraindicações a introdução de corticoide inalatório, exceto:
História de asma na DPOC → forte indicação para corticoide inalatório (ICS).
A história de asma é um fator que favorece a introdução de corticoides inalatórios (ICS) no tratamento da DPOC, especialmente em pacientes com características de sobreposição asma-DPOC (ACOS) ou eosinofilia elevada. As outras opções listadas são, de fato, contraindicações ou fatores que desfavorecem o uso de ICS devido ao aumento do risco de eventos adversos.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, cujo manejo medicamentoso visa controlar sintomas, reduzir exacerbações e melhorar a qualidade de vida. As diretrizes GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) fornecem um guia abrangente para o tratamento, que inclui broncodilatadores de longa ação (LABA e LAMA) e, em casos selecionados, corticoides inalatórios (ICS). A decisão de introduzir ICS na terapia da DPOC é complexa e baseada em uma avaliação individualizada do paciente. Os ICS são particularmente benéficos em pacientes com DPOC que apresentam características inflamatórias eosinofílicas, história de exacerbações frequentes ou comorbidade de asma. A eosinofilia sérica é um biomarcador importante: valores ≥ 100 células/μL indicam maior probabilidade de resposta aos ICS, enquanto valores < 100 células/μL sugerem menor benefício e maior risco de efeitos adversos. A história de asma é, portanto, um forte indicador para o uso de ICS, pois sugere um componente inflamatório responsivo a esteroides. Por outro lado, existem contraindicações e fatores de risco que desaconselham o uso de ICS na DPOC. Episódios recorrentes de pneumonia são uma preocupação significativa, pois os ICS podem aumentar o risco de infecções pulmonares. Da mesma forma, a história de infecção por micobactérias (como tuberculose) é uma contraindicação, devido ao potencial de reativação ou agravamento da infecção. A decisão de usar ICS deve sempre ponderar os potenciais benefícios contra os riscos, buscando otimizar o tratamento e minimizar os efeitos adversos.
As principais indicações incluem história de exacerbações frequentes, eosinofilia sérica ≥ 300 células/μL, história de asma ou sobreposição asma-DPOC (ACOS).
A eosinofilia sérica é um biomarcador que prediz a resposta aos ICS. Pacientes com eosinofilia ≥ 100 células/μL tendem a ter maior benefício dos ICS, enquanto valores < 100 células/μL sugerem menor resposta e maior risco de efeitos adversos.
Contraindicações ou fatores de risco incluem episódios recorrentes de pneumonia, história de infecções por micobactérias (tuberculose), e eosinofilia sérica persistentemente baixa (< 100 células/μL).
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