CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Lesões que acometam o córtex visual estriado apresentam a seguinte característica:
Lesão pós-geniculada (V1) → Campo visual afetado SEM palidez de papila ou alteração pupilar.
Lesões no córtex estriado preservam a papila pois a sinapse no corpo geniculado lateral protege os axônios das células ganglionares da retina contra degeneração retrógrada.
O córtex visual estriado, localizado nos lábios da fissura calcarina (Área 17 de Brodmann), é o destino final das radiações ópticas. Clinicamente, a distinção entre lesões pré-geniculadas (nervo óptico, quiasma e trato) e pós-geniculadas (radiações e córtex) é fundamental. Enquanto lesões no trato óptico podem causar palidez de papila 'em banda' e defeitos pupilares aferentes discretos, as lesões corticais são caracterizadas pela 'negatividade' desses sinais físicos, focando-se exclusivamente no déficit sensorial do campo visual. A preservação da papila é o sinal semiológico chave para localizar a patologia na via óptica posterior.
A palidez de papila decorre da morte dos axônios das células ganglionares da retina. Nas lesões do córtex visual estriado (pós-geniculadas), existe uma sinapse no corpo geniculado lateral (CGL) que atua como uma barreira, impedindo que a degeneração walleriana retrógrada atinja a retina e o nervo óptico na maioria dos casos clínicos agudos ou subagudos.
As lesões no córtex visual estriado tipicamente causam hemianopsia homônima contralateral, que pode ser extremamente congruente (idêntica em ambos os olhos). Frequentemente, há preservação macular devido à dupla vascularização do polo occipital ou à grande representação cortical da mácula.
Não. As fibras do reflexo fotomotor deixam o trato óptico antes do corpo geniculado lateral para seguir em direção ao núcleo pré-tectal no mesencéfalo. Portanto, lesões no corpo geniculado, radiação óptica ou córtex visual não alteram os reflexos pupilares.
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