Corrimento Vaginal Fisiológico: Quando Não Tratar?

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2022

Enunciado

Laura, 25 anos, já consultada anteriormente no Centro de Saúde (CS) por queixa crônica de ciclos menstruais irregulares e obesidade. Última menstruação há 40 dias. Vem à nova consulta relatando surgimento de corrimento vaginal abundante, há aproximadamente dois meses, do tipo "clara de ovo que não quer ir embora", sem outros sinais e sintomas. Nega prurido, dor ou cheiro forte. Refere que está há três meses mantendo relações sexuais com um novo parceiro, muitas vezes sem preservativo. Ao exame especular: colo do útero com junção escamo colunar evidenciando área de ectopia pronunciada, com abundante secreção hialina. Toque vaginal sem alterações. Os testes de pH vaginal e KOH não foram realizados por falta de insumos no CS. Além de orientações para proteção adequada contra infecções sexualmente transmissíveis, solicitação de betaHCG e de sorologias, a conduta mais correta seria:

Alternativas

  1. A) Prescrição de metronidazol 500mg de 12/12 horas por 7 dias, sem necessidade de tratamento do parceiro.
  2. B) Prescrição de clindamicina 300mg 12/12 horas por 7 dias, sem necessidade de tratamento do parceiro.
  3. C) Não prescrever medicamentos, tranquilizar e orientar Laura sobre secreção fisiológica vaginal normal.
  4. D) Prescrição de azitromicina 1g em dose única e tratamento concomitante do parceiro.

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