HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Paciente masculino 19 anos, procura o pronto-socorro com queixa de corrimento Uretral. Entre os esquemas terapêuticos abaixo, o mais indicado para este paciente é
Corrimento uretral → Ceftriaxona (gonorreia) + Azitromicina (clamídia) para cobertura empírica.
O corrimento uretral em homens jovens é frequentemente causado por infecções sexualmente transmissíveis, principalmente Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis. O tratamento empírico deve cobrir ambos os patógenos devido à alta taxa de coinfecção e à crescente resistência aos antibióticos.
O corrimento uretral é uma das queixas mais comuns em homens que procuram atendimento por infecções sexualmente transmissíveis (IST). A etiologia principal é a uretrite, que pode ser gonocócica, causada por Neisseria gonorrhoeae, ou não gonocócica, mais frequentemente por Chlamydia trachomatis. A diferenciação clínica pode ser difícil, e a coinfecção é comum, ocorrendo em 20-40% dos casos, o que justifica o tratamento empírico abrangente. A importância do diagnóstico e tratamento adequados reside na prevenção de complicações graves, tanto para o paciente (epididimite, infertilidade) quanto para seus parceiros (doença inflamatória pélvica em mulheres). Além disso, a presença de uma IST aumenta o risco de transmissão e aquisição de outras ISTs, incluindo o HIV. A resistência antimicrobiana, especialmente da N. gonorrhoeae, é uma preocupação crescente, tornando essencial a adesão às diretrizes de tratamento atualizadas. O tratamento empírico recomendado visa cobrir os patógenos mais prevalentes. Atualmente, a combinação de Ceftriaxona (para gonorreia) e Azitromicina (para clamídia) é o padrão-ouro devido à sua eficácia e ao perfil de resistência. A educação do paciente sobre sexo seguro, testagem de parceiros e aconselhamento são componentes integrais do manejo.
Os principais agentes são Neisseria gonorrhoeae (causando uretrite gonocócica) e Chlamydia trachomatis (causando uretrite não gonocócica), embora Mycoplasma genitalium e Trichomonas vaginalis também possam estar envolvidos.
O tratamento empírico deve cobrir tanto N. gonorrhoeae quanto C. trachomatis devido à alta taxa de coinfecção (20-40%) e à dificuldade de diferenciar clinicamente as uretrites gonocócicas das não gonocócicas sem exames laboratoriais rápidos.
O esquema terapêutico recomendado pelo Ministério da Saúde do Brasil é Ceftriaxona 500 mg IM em dose única (para gonorreia) associada a Azitromicina 1 g VO em dose única (para clamídia).
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