CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
É correto afirmar sobre o teste do dial:
Teste do dial → Exige miopização prévia (fogging) para relaxar a acomodação e identificar o eixo.
O teste do dial é uma técnica de refração subjetiva para determinar o eixo do astigmatismo. A miopização é obrigatória para evitar que a acomodação do paciente mascare o erro refracional real.
O teste do dial é uma ferramenta clássica da propedêutica oftalmológica para o refinamento subjetivo do astigmatismo. Ele se baseia na percepção de nitidez de linhas dispostas radialmente. Para que o teste seja fidedigno, o examinador deve garantir que o intervalo de Sturm esteja posicionado à frente da retina, o que é alcançado através da miopização. Na prática clínica, embora o autorrefrator e o ceratômetro forneçam dados objetivos iniciais, o teste subjetivo (incluindo o dial ou o cilindro cruzado de Jackson) é o padrão-ouro para a prescrição final de óculos, garantindo o conforto visual do paciente e a máxima acuidade corrigida.
A miopização, também conhecida como técnica de fogging (nevoeiro), consiste em adicionar lentes esféricas positivas para colocar o foco de ambos os meridianos principais à frente da retina. Isso é fundamental para relaxar a acomodação do cristalino. Se o paciente não estiver miopizado, o esforço acomodativo pode alterar a percepção das linhas do dial, levando a uma determinação incorreta do eixo e da magnitude do astigmatismo durante o exame subjetivo.
Não, o teste do dial é projetado especificamente para o diagnóstico e refinamento do eixo em astigmatismos regulares, onde os meridianos principais são perpendiculares entre si. Em astigmatismos irregulares, como no ceratocone avançado ou cicatrizes corneanas, as linhas não apresentam um padrão de nitidez que permita a neutralização com lentes cilíndricas convencionais, exigindo métodos como a ceratometria ou topografia corneana.
No estado de miopização, o paciente observará um conjunto de linhas (o dial) e identificará qual delas parece mais nítida ou escura. Essa linha corresponde ao meridiano mais próximo da retina (o menos míope no contexto do fogging). O eixo do cilindro corretor (cilindro negativo) deve ser posicionado perpendicularmente a essa linha mais nítida, seguindo a regra de que o eixo do cilindro é colocado a 90 graus da linha de maior nitidez observada.
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