Correspondência Retiniana Anômala Harmônica no Estrabismo

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Qual das alternativas apresenta a imagem vista por um paciente com estrabismo e correspondência retiniana anômala harmônica:

Alternativas

  1. A) 1
  2. B) 2
  3. C) 3
  4. D) 4

Pérola Clínica

CRAH = Ângulo de anomalia coincide com o ângulo de desvio → Imagem única sem diplopia.

Resumo-Chave

Na Correspondência Retiniana Anômala Harmônica (CRAH), o cérebro adapta a projeção sensorial para que o ponto extrafoveal do olho desviado corresponda à fóvea do olho fixador, evitando a diplopia.

Contexto Educacional

A correspondência retiniana é a relação espacial entre os elementos das duas retinas. No estrabismo, para evitar a confusão e a diplopia, o sistema visual da criança desenvolve mecanismos adaptativos: supressão ou correspondência retiniana anômala (CRA). Na CRA Harmônica, o ajuste é perfeito para o ângulo do desvio, permitindo uma 'pseudo-fusão'. Já na CRA Não-Harmônica, o ângulo de anomalia é diferente do ângulo de desvio, o que é menos comum e geralmente associado a mudanças cirúrgicas recentes ou instabilidade do desvio. O estudo dessas adaptações é vital para a estrabologia e oftalmopediatria.

Perguntas Frequentes

O que define a Correspondência Retiniana Anômala Harmônica (CRAH)?

A CRAH é uma adaptação sensorial ao estrabismo de início precoce. Nela, o ângulo de anomalia (a mudança na direção visual subjetiva) é exatamente igual ao ângulo de desvio objetivo do estrabismo. Isso significa que a fóvea do olho fixador passa a ter a mesma direção visual subjetiva que um ponto extrafoveal do olho desviado. Como resultado, o paciente não percebe diplopia e pode apresentar uma forma de cooperação binocular, apesar do desalinhamento ocular físico.

Como o teste de Bagolini ajuda no diagnóstico da CRAH?

O teste de vidros estriados de Bagolini é o teste menos dissociativo para avaliar a correspondência retiniana. Em um paciente com estrabismo e CRAH, ele verá uma cruz perfeita (duas linhas se cruzando no centro da luz), indicando que, subjetivamente, as imagens dos dois olhos estão fundidas. Se houvesse correspondência normal com estrabismo, ele veria as linhas separadas (diplopia) ou apenas uma linha (supressão).

Qual a importância clínica da CRAH no tratamento do estrabismo?

A presença de CRAH indica uma adaptação sensorial profunda e estável. Em adultos, tentar alinhar cirurgicamente os olhos de um paciente com CRAH pode, paradoxalmente, causar diplopia pós-operatória, pois o cérebro continua tentando projetar as imagens conforme o mapa anômalo antigo. Portanto, a avaliação sensorial pré-operatória é crucial para prever o prognóstico funcional e o risco de queixas visuais após a correção estética do desvio.

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