CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Paciente com 6 anos de idade, portador de estrabismo convergente de 30 D prismáticas, refere ver 4 luzes no teste de Worth. Ele provavelmente é portador de:
Estrabismo manifesto + 4 luzes no Worth = Correspondência Retiniana Anômala (CRA).
A percepção de 4 luzes no teste de Worth na presença de um desvio ocular manifesto (estrabismo) indica que o cérebro criou uma conexão sensorial adaptativa entre pontos não correspondentes.
O teste de luzes de Worth (Worth 4-Dot Test) avalia a visão binocular e a presença de supressão ou diplopia. Utiliza óculos com filtros vermelho e verde. O olho com filtro vermelho vê 2 luzes vermelhas; o com filtro verde vê 3 luzes verdes (uma das luzes é branca e vista por ambos). Em pacientes com estrabismo de ângulo constante e pequeno/médio, a CRA permite uma forma rudimentar de visão binocular, evitando a confusão de imagens. A identificação da CRA é fundamental no planejamento cirúrgico do estrabismo, pois pacientes com CRA têm maior risco de diplopia paradoxal no pós-operatório se o desvio for totalmente corrigido.
Em condições normais, significa fusão binocular. No entanto, se o paciente tem um estrabismo manifesto e ainda vê 4 luzes, isso indica Correspondência Retiniana Anômala (CRA).
É uma adaptação sensorial ao estrabismo de início precoce, onde a fóvea do olho fixador passa a trabalhar em conjunto com um ponto extrafoveal do olho desviado para evitar a diplopia.
Se o paciente vê 2 ou 3 luzes, há supressão de um dos olhos. Se vê 5 luzes, há diplopia (as imagens dos dois olhos não são fundidas). Se vê 4, há fusão (normal ou CRA).
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