Correspondência Retiniana Anômala no Estrabismo

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019

Enunciado

Este é um dos testes com o qual se permite:

Alternativas

  1. A) Quantificar a estereopsia fina.
  2. B) Diferenciar forias de tropias.
  3. C) Quantificar a capacidade de convergência fusional.
  4. D) Diferenciar entre correspondência retiniana normal e anômala.

Pérola Clínica

Correspondência Retiniana Anômala (CRA) = Adaptação sensorial ao estrabismo para evitar diplopia.

Resumo-Chave

Testes como o de Bagolini ou Pós-Imagem servem para avaliar a relação sensorial entre as retinas, diferenciando a correspondência normal da anômala.

Contexto Educacional

A correspondência retiniana é um fenômeno cortical. Em condições normais (NRC), as fóveas de ambos os olhos compartilham a mesma direção visual. No estrabismo, para evitar a confusão e a diplopia, o cérebro pode suprimir a imagem de um olho ou desenvolver a CRA, criando uma 'nova' fóvea funcional no olho desviado.

Perguntas Frequentes

O que é correspondência retiniana anômala (CRA)?

CRA é uma adaptação do sistema visual central onde pontos retinianos não correspondentes (a fóvea de um olho e uma área extrafoveal do outro) passam a ter a mesma direção visual subjetiva, ocorrendo geralmente em estrabismos de início precoce.

Quais testes avaliam a correspondência retiniana?

Os principais testes são as Lentes Estriadas de Bagolini, o Teste de Pós-Imagem de Hering-Bielschowsky e o Sinotóforo. Eles determinam se o paciente percebe as imagens de forma fundida ou deslocada em relação à posição física dos olhos.

Qual a importância clínica de detectar CRA?

A presença de CRA indica uma adaptação sensorial profunda. Isso influencia o prognóstico cirúrgico e o risco de diplopia pós-operatória, além de ser um fator limitante para a recuperação da estereopsia fina.

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