UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Vítima de trauma abdominal, com rotura esplênica há 45 dias, comparece a ambulatório de clínica médica para seguimento de quadro de síndrome metabólica. A presença de corpúsculos de Howell-Jolly, no hemograma trazido pela paciente, permite afirmar que:
Corpúsculos de Howell-Jolly no hemograma = asplenia funcional ou anatômica.
A presença de corpúsculos de Howell-Jolly no hemograma é um marcador confiável de hipoesplenismo ou asplenia. O baço é responsável por remover essas inclusões nucleares residuais dos eritrócitos, e sua ausência ou disfunção leva ao acúmulo.
Os corpúsculos de Howell-Jolly são inclusões citoplasmáticas de DNA nuclear residual nos eritrócitos, que normalmente são removidos pelo baço. Sua presença no hemograma é um marcador importante de hipoesplenismo ou asplenia, seja ela anatômica (ausência física do baço) ou funcional (baço presente, mas com função comprometida). O reconhecimento desses corpúsculos é fundamental para o diagnóstico de condições que afetam a função esplênica. Em pacientes que sofreram trauma abdominal com rotura esplênica, a esplenectomia é uma conduta comum, resultando na ausência do baço. Nesses casos, a presença de corpúsculos de Howell-Jolly no hemograma confirma a asplenia anatômica. A ausência de baço acessório é inferida pela persistência desses corpúsculos, pois um baço acessório funcional seria capaz de remover essas inclusões. A asplenia ou hipoesplenismo aumenta o risco de infecções graves por bactérias encapsuladas (pneumococo, meningococo, Haemophilus influenzae). Portanto, a identificação desses corpúsculos deve alertar o médico para a necessidade de vacinação adequada e profilaxia antibiótica em situações de risco, garantindo a proteção do paciente esplenectomizado.
Os corpúsculos de Howell-Jolly são pequenos fragmentos de DNA nuclear residual que permanecem nos eritrócitos após a maturação. Normalmente, são removidos pelo baço durante a passagem dos glóbulos vermelhos.
Eles são encontrados em condições de asplenia anatômica (esplenectomia, agenesia esplênica) ou funcional (anemia falciforme, doença celíaca, amiloidose, doença hepática crônica), indicando uma função esplênica deficiente.
Não necessariamente. Embora seja um forte indicador de esplenectomia, também pode ser visto em casos de asplenia funcional, onde o baço está presente mas não funciona adequadamente. A história clínica é crucial para diferenciar.
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