CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011
As excrescências da membrana de Descemet na periferia da córnea, formadas onde há espaçamento entre as células endoteliais, em pacientes com idades mais avançadas, constituem:
Hassel-Henle = Excrescências periféricas da Descemet (fisiológico do envelhecimento).
Diferente da córnea guttata, que é central e patológica, os corpúsculos de Hassel-Henle são alterações periféricas comuns e benignas do envelhecimento.
A membrana de Descemet é a membrana basal do endotélio corneano. Com o envelhecimento, é comum observar o surgimento de irregularidades em sua estrutura. Os corpúsculos de Hassel-Henle representam uma forma de 'guttae' periférica. Embora histologicamente idênticos às alterações vistas na Distrofia de Fuchs, sua localização periférica os desqualifica como patológicos. O entendimento dessa distinção é vital para evitar diagnósticos errôneos de distrofias endoteliais em pacientes idosos saudáveis durante exames de rotina ou pré-operatórios de catarata.
São pequenas protuberâncias ou excrescências da membrana de Descemet localizadas na periferia da córnea. Elas ocorrem devido ao espessamento focal da membrana onde há perda ou espaçamento das células endoteliais, sendo consideradas uma alteração fisiológica relacionada à idade.
A principal diferença é a localização e o significado clínico. Os corpúsculos de Hassel-Henle são periféricos e fisiológicos. A córnea guttata consiste em excrescências centrais ou paracentrais, que podem indicar distrofia endotelial de Fuchs e levar ao edema corneano.
Na biomicroscopia, aparecem como pequenas depressões escuras no mosaico endotelial periférico quando visualizados sob reflexo especular. Não costumam afetar a transparência corneana central nem a acuidade visual do paciente.
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