Corpúsculos de Hassel-Henle: Anatomia e Envelhecimento

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

As excrescências da membrana de Descemet na periferia da córnea, formadas onde há espaçamento entre as células endoteliais, em pacientes com idades mais avançadas, constituem:

Alternativas

  1. A) Os corpúsculos de Horner-Trantas
  2. B) Os corpúsculos de Hassel-Henle
  3. C) Os corpúsculos de Heinz
  4. D) O fenômeno de polimegatismo

Pérola Clínica

Hassel-Henle = Excrescências periféricas da Descemet (fisiológico do envelhecimento).

Resumo-Chave

Diferente da córnea guttata, que é central e patológica, os corpúsculos de Hassel-Henle são alterações periféricas comuns e benignas do envelhecimento.

Contexto Educacional

A membrana de Descemet é a membrana basal do endotélio corneano. Com o envelhecimento, é comum observar o surgimento de irregularidades em sua estrutura. Os corpúsculos de Hassel-Henle representam uma forma de 'guttae' periférica. Embora histologicamente idênticos às alterações vistas na Distrofia de Fuchs, sua localização periférica os desqualifica como patológicos. O entendimento dessa distinção é vital para evitar diagnósticos errôneos de distrofias endoteliais em pacientes idosos saudáveis durante exames de rotina ou pré-operatórios de catarata.

Perguntas Frequentes

O que são os corpúsculos de Hassel-Henle?

São pequenas protuberâncias ou excrescências da membrana de Descemet localizadas na periferia da córnea. Elas ocorrem devido ao espessamento focal da membrana onde há perda ou espaçamento das células endoteliais, sendo consideradas uma alteração fisiológica relacionada à idade.

Qual a diferença entre Hassel-Henle e Córnea Guttata?

A principal diferença é a localização e o significado clínico. Os corpúsculos de Hassel-Henle são periféricos e fisiológicos. A córnea guttata consiste em excrescências centrais ou paracentrais, que podem indicar distrofia endotelial de Fuchs e levar ao edema corneano.

Como esses corpúsculos aparecem na lâmpada de fenda?

Na biomicroscopia, aparecem como pequenas depressões escuras no mosaico endotelial periférico quando visualizados sob reflexo especular. Não costumam afetar a transparência corneana central nem a acuidade visual do paciente.

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