SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Uma criança de dois anos de idade foi levada ao serviço de emergência, com quadro de secreção nasal fétida e amarelada, pela narina direita, há oito dias. A mãe nega febre, tosse, dispneia, cefaleia, queda do estado geral ou outras queixas e relata já ter levado o paciente à unidade básica de saúde, onde foi prescrita a inalação com SF0, 9%, sem melhora. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Rinorreia unilateral fétida em criança sem outros sintomas → Corpo estranho nasal até prova em contrário.
A presença de secreção nasal unilateral, fétida e purulenta em crianças pequenas, sem outros sinais de infecção sistêmica, é altamente sugestiva de corpo estranho nasal. A ausência de melhora com lavagem nasal reforça essa hipótese.
O corpo estranho nasal é uma ocorrência comum na pediatria, especialmente em crianças pré-escolares, que exploram o ambiente colocando objetos em orifícios corporais. A identificação precoce é crucial para evitar complicações como sinusite, otite média, aspiração ou necrose da mucosa nasal. A apresentação clássica envolve rinorreia unilateral, purulenta e fétida, que não responde a tratamentos convencionais para resfriados ou sinusites. A ausência de febre e outros sintomas sistêmicos é um forte indicativo. É fundamental realizar uma anamnese detalhada e um exame físico minucioso, incluindo a inspeção da cavidade nasal, para confirmar o diagnóstico. O tratamento consiste na remoção do corpo estranho. Técnicas variam desde métodos simples como a manobra de 'beijo da mãe' (insuflação de ar pela boca do cuidador enquanto oclui a narina contralateral) até a remoção instrumental por um otorrinolaringologista. A falha em diagnosticar e remover o corpo estranho pode levar a infecções crônicas e danos estruturais.
Os sinais incluem rinorreia unilateral (geralmente purulenta e fétida), obstrução nasal unilateral, epistaxe e, em casos crônicos, dor facial ou cefaleia.
O corpo estranho nasal tipicamente causa sintomas unilaterais e fétidos, enquanto a sinusite costuma ser bilateral e acompanhada de febre, tosse e dor facial. A ausência de melhora com tratamento sintomático reforça a suspeita de corpo estranho.
A conduta inicial é a inspeção cuidadosa da cavidade nasal, preferencialmente com otoscópio ou rinoscópio, e a tentativa de remoção por métodos não invasivos, como a manobra de 'beijo da mãe' ou pinças delicadas, se visível. Em casos complexos, encaminhar para especialista.
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