CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2010
Diante deste exame:
Rx de órbita detecta corpos estranhos radiopacos, mas não confirma se são intra ou extraoculares.
A radiografia simples é útil para triagem de corpos estranhos metálicos, mas carece de precisão anatômica para determinar a localização exata em relação às paredes do globo ocular.
O manejo do trauma ocular com suspeita de corpo estranho intraocular (CEIO) é uma emergência oftalmológica. A história clínica (ex: martelar metal sobre metal) é altamente sugestiva. A radiografia de órbita (incidências de Caldwell e Waters) é um exame inicial rápido, mas limitado. A confirmação da localização é vital para o planejamento cirúrgico. Corpos estranhos metálicos contendo ferro ou cobre podem causar toxicidade química (siderose e chalcose, respectivamente), levando à perda visual irreversível se não removidos. O eletrorretinograma (ERG) pode ser usado para monitorar a toxicidade retiniana em casos de CEIO retidos, mas não determina a conduta inicial de localização.
A radiografia (Rx) de órbita é um exame bidimensional que projeta estruturas tridimensionais em um único plano. Embora consiga identificar a presença de um objeto radiopaco (como metal), ela não possui resolução espacial para definir se o objeto está dentro do globo ocular, na esclera ou nos tecidos moles orbitários adjacentes. Para essa distinção, são necessários exames como a Tomografia Computadorizada (TC) ou a Ecografia Ocular.
A Tomografia Computadorizada (TC) de órbita com cortes finos (1mm) é considerada o padrão-ouro. Ela permite a localização precisa do objeto em relação às paredes do globo e estruturas orbitárias. A Ressonância Magnética (RM) é estritamente contraindicada se houver qualquer suspeita de corpo estranho metálico, devido ao risco de movimentação do objeto pelo campo magnético, causando dano tecidual grave.
A ecografia ocular (B-scan) é extremamente útil quando há opacidade de meios (como hemorragia vítrea ou catarata traumática) que impede a visualização direta do fundo de olho. Ela ajuda a localizar corpos estranhos e avaliar descolamentos de retina. No entanto, deve ser realizada com extrema cautela em olhos com suspeita de perfuração (globo aberto) para evitar a extrusão de conteúdo intraocular pela pressão da sonda.
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