HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Criança com 5 anos de idade e com corpo estranho intrabrônquico. O radiograma de tórax pode revelar.
Corpo estranho intrabrônquico → atelectasia e desvio mediastinal ipsilateral (obstrução total).
Em casos de corpo estranho intrabrônquico com obstrução total, a reabsorção do ar distal à obstrução leva à atelectasia. A perda de volume pulmonar resultante puxa o mediastino e as estruturas adjacentes para o lado afetado (ipsilateral), um sinal radiológico importante.
A broncoscopia é o método diagnóstico e terapêutico definitivo para a remoção do corpo estranho. O manejo adequado requer uma equipe multidisciplinar e a rápida intervenção para prevenir complicações como pneumonias de repetição, bronquiectasias ou até mesmo insuficiência respiratória aguda. O conhecimento dos achados radiológicos é crucial para guiar a suspeita e a tomada de decisão clínica, especialmente em ambientes de emergência.
Os achados mais comuns incluem atelectasia pulmonar, hiperinsuflação localizada (por mecanismo de válvula), e desvio mediastinal. A atelectasia geralmente causa desvio ipsilateral, enquanto a hiperinsuflação pode causar desvio contralateral.
O desvio mediastinal ipsilateral ocorre devido à perda de volume pulmonar no lobo ou pulmão afetado pela atelectasia. A reabsorção do ar distal à obstrução total leva ao colapso do tecido pulmonar, puxando o mediastino para o lado da lesão.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente e confirmação diagnóstica. A broncoscopia rígida é o padrão-ouro para o diagnóstico e remoção do corpo estranho, sendo um procedimento de emergência em muitos casos.
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