UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Em relação à realização de endoscopia digestiva alta (EDA) em pacientes com corpo estranho no esôfago, assinale a opção correta.
Bateria impactada esôfago → EDA imediata (até 2h) para evitar necrose e perfuração.
A urgência da remoção de corpo estranho esofágico depende do tipo de objeto e localização. Baterias-botão são emergências absolutas devido ao risco de lesão cáustica e perfuração, exigindo remoção em até 2 horas. Objetos pontiagudos e ímãs múltiplos também demandam remoção urgente.
A ingestão de corpo estranho é uma emergência comum em gastroenterologia, especialmente em crianças. A endoscopia digestiva alta (EDA) é o método diagnóstico e terapêutico de escolha para a maioria dos casos de corpo estranho esofágico. A urgência da intervenção depende do tipo de objeto, localização e sintomas do paciente, sendo crucial para prevenir complicações graves. A fisiopatologia das lesões varia conforme o corpo estranho. Objetos pontiagudos podem causar perfuração mecânica, enquanto baterias-botão geram lesão por necrose de liquefação e corrente elétrica, resultando em danos teciduais rápidos e profundos. O diagnóstico é feito pela história clínica e radiografias, que podem localizar o objeto e identificar seu tipo. O tratamento é a remoção endoscópica. Baterias-botão e objetos pontiagudos no esôfago são emergências absolutas, exigindo remoção em até 2 horas. Moedas e outros objetos rombos podem ter um prazo um pouco maior (até 24h), mas a remoção precoce é sempre preferível. A não remoção ou atraso pode levar a perfuração, mediastinite, fístulas e estenoses.
Baterias-botão impactadas, objetos pontiagudos, múltiplos ímãs ou obstrução completa do esôfago com risco de aspiração exigem remoção imediata (até 2 horas).
Baterias-botão podem causar lesões graves por liquefação necrótica e eletroquímica, levando a perfuração, fístulas traqueoesofágicas e estenoses em poucas horas.
Moedas impactadas em pacientes assintomáticos podem ser observadas por até 12-24 horas, mas a remoção é geralmente recomendada em até 24 horas para evitar complicações.
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